Análise da eficácia de protocolos de biossegurança em um estúdio de body piercing
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-159Keywords:
biossegurança, body piercing, esterilização, microbiologia, contaminação cruzadaAbstract
A prática de body piercing consiste na perfuração deliberada de tecidos epiteliais e cartilaginosos, com finalidade estética e simbólica, voltada à inserção de joias corporais. Devido ao seu caráter invasivo, tal prática exige rígidos protocolos sanitários para a prevenção de infecções, nesse contexto, a biossegurança torna-se um elemento essencial para a integridade do cliente e do profissional, especialmente se tratando de ambientes não hospitalares. Desta forma, o presente estudo avaliou a eficácia dos protocolos de biossegurança adotados por um estúdio de body piercing localizado em Brasília/DF, com base na análise microbiológica de materiais novos e reutilizáveis, submetidos a diferentes etapas de processamento. Foram utilizados meios de cultura seletivos e enriquecidos (PCA, Sabouraud, UTIC e BHI) para detecção de crescimento microbiano, bem como coloração de Gram e testes de catalase e coagulase para classificação presuntiva dos microrganismos. Os achados evidenciaram presença de cocos Gram-positivos compatíveis com estafilococos coagulase-negativos, bacilos Gram-negativos e fungos do gênero Penicillium, com crescimento predominante em meios nutritivos. Tais resultados indicam contaminação secundária relacionada ao armazenamento e manipulação dos materiais, enquanto a ausência de crescimento nas joias esterilizadas e nos materiais submetidos aos protocolos de lavagem (lavagem mecânica e cuba ultrassônica) reforçam a eficácia dos procedimentos, desde que executados integralmente. As análises demonstram a importância do monitoramento microbiológico e do cumprimento rigoroso das normas vigentes (APPBR, 2024; Portaria nº 66/2024 – SES/DF) para garantir a segurança dos procedimentos invasivos em ambientes não hospitalares.
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