A atuação do médico psiquiatra no diagnóstico entre demência e transtornos mentais frente ao Sistema Único de Saúde (SUS)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-107Keywords:
psiquiatria, diagnóstico de demência e transtorno, psiquiatria e SUSAbstract
O envelhecimento populacional global transformou-se em um desafio crítico para a saúde pública contemporânea, exigindo maior rigor científico. As patologias neuropsiquiátricas de maior incidência na terceira idade são a demência e a depressão. O diagnóstico diferencial entre essas condições é complexo, pois os sintomas frequentemente se sobrepõem ou coexistem, como no caso de sintomas depressivos que mascaram o início do Alzheimer. Pesquisas epidemiológicas revelam que cerca de um quarto da população na América Latina e no Caribe é afetada por transtornos mentais ou comportamentais em algum momento da vida, conferindo urgência ao debate sobre as políticas de assistência. Atualmente, esse projeto tecnoassistencial organiza-se de forma horizontal e em rede, integrando-se diretamente à Atenção Primária à Saúde. A reestruturação da assistência psiquiátrica no Brasil consolidou-se a partir da mobilização de trabalhadores da saúde contra o regime ditatorial, tendo como pilares entidades como o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde e o Movimento de Renovação Médica. Inspirada pela reforma italiana, a desinstitucionalização brasileira transcende a mera desospitalização. O processo de senescência impõe desafios significativos à integridade biopsicossocial, com cerca de 33% da população idosa apresentando algum transtorno mental. No que tange aos transtornos depressivos, o DSM-5 os agrupa pela presença de humor triste, vazio ou irritável, associado a prejuízos somáticos e cognitivos que comprometem a funcionalidade. O manejo adequado dos transtornos mentais na APS exige que o psiquiatra assuma um papel proativo na coordenação do cuidado, garantindo o acompanhamento longitudinal de pacientes em diversos níveis de gravidade e estabilidade clínica.
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