Análise epidemiológica das notificações de coqueluche no Estado de São Paulo no período de 2014 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-101Keywords:
coqueluche, São Paulo, vacinação, imunidadeAbstract
Introdução: A coqueluche é uma infecção respiratória grave e altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Apesar da vacinação, surtos periódicos continuam devido à perda de imunidade ao longo do tempo. A doença apresenta três fases clínicas: catarral, paroxística e convalescença. Metodologia: Estudo descritivo baseado em dados do DATASUS sobre casos confirmados de coqueluche em São Paulo (2014-2024). Foram analisadas variáveis como número de casos, local de notificação, sexo, raça, faixa etária e evolução clínica. Resultados: Foram registrados 5.633 casos no período analisado, com picos em 2014 (2.144 casos) e 2024 (1.513 casos). São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto concentraram o maior número de notificações. Afetando mais femininos (54,74%) e indivíduos brancos (64,35%). Lactentes menores de 1 ano foram os mais atingidos (48,18% dos casos), especialmente aos 2 meses de idade. Entre gestantes, houveram 28 casos, predominando no 3º trimestre. A taxa de cura foi 91,14%, enquanto 1,47% evoluíram para óbito. Discussão: A maior incidência em lactentes se deve à imunidade insuficiente antes do esquema vacinal completo. A concentração dos casos em grandes centros urbanos pode ser pela maior densidade populacional e melhor notificação. A predominância no sexo feminino pode refletir maior busca por atendimento médico. A vacinação de gestantes e a revacinação em adolescentes e adultos são essenciais para controle da doença. Conclusão: A coqueluche permanece relevante em São Paulo, especialmente entre lactentes. O reforço vacinal e estratégias epidemiológicas mais eficazes são fundamentais para reduzir casos e óbitos.References
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