Impacto do uso de cigarros eletrônicos na saúde mental de estudantes de Medicina: uma análise dos efeitos em estresse, ansiedade e depressão
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-098Keywords:
cigarro eletrônico, estudantes de Medicina, saúde mental, ansiedadeAbstract
O uso de cigarros eletrônicos, proibidos no Brasil desde 2009, tem crescido entre jovens, inclusive estudantes de Medicina. Esses dispositivos aquecem líquidos com nicotina, aromatizantes e solventes, produzindo aerossóis com elevado potencial de dependência. A nicotina atua no sistema nervoso central, altera o humor e pode agravar sintomas de ansiedade, depressão e estresse. Estudantes de Medicina constituem um grupo vulnerável devido à intensa carga acadêmica, privação de sono, fadiga e pressão emocional. Este estudo quantitativo, descritivo e analítico avaliou estudantes de uma instituição de ensino superior por meio de questionário online e escalas validadas para estresse, ansiedade e depressão. A análise estatística utilizou teste t, correlação de Pearson e regressão múltipla no SPSS, com coleta anônima e respeito às normas éticas. Os resultados mostraram que 36,4% dos estudantes já utilizaram cigarro eletrônico, com maior prevalência entre aqueles com ansiedade diagnosticada, fadiga frequente, sono insatisfatório e alimentação inadequada. Níveis elevados de estresse acadêmico e histórico de uso de outras substâncias também se associaram ao consumo. Embora a nicotina gere alívio momentâneo, intensifica o ciclo de ansiedade por abstinência. Conclui-se que o cigarro eletrônico é uma estratégia inadequada de enfrentamento emocional, recomendando-se ações de promoção da saúde mental e prevenção do uso.
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