Uso indiscriminado de antibióticos e resistência microbiana na população idosa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-091Keywords:
automedicação, antimicrobianos, farmacocinética, farmacodinâmicaAbstract
A automedicação é uma prática comum entre a população idosa, frequentemente motivada pela busca de alívio imediato dos sintomas ou pela crença de que possuem conhecimento suficiente sobre seus tratamentos. Este estudo teve como objetivo discutir o uso indiscriminado de antibióticos entre idosos e suas consequências. Adotou-se uma abordagem qualitativa por meio de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases de dados OPAS, SciELO e PubMed, utilizando os descritores automedicação e idosos e antibióticos, resistência aos antibióticos e idosos, e idosos e resistência microbiana, aplicados de forma isolada ou combinada. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 19 artigos foram selecionados. A análise abordou inicialmente fatores relacionados à automedicação e à polifarmácia, destacando que Instituições de Longa Permanência para Idosos frequentemente utilizam antimicrobianos de forma inadequada. Os idosos, devido a múltiplas comorbidades e ao uso frequente de medicamentos, são particularmente vulneráveis aos efeitos adversos da automedicação. As interações medicamentosas são especialmente relevantes, uma vez que muitos idosos utilizam cinco ou mais medicamentos simultaneamente. Além disso, alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas associadas ao envelhecimento aumentam a suscetibilidade a efeitos colaterais e hospitalizações. O uso indiscriminado de antibióticos contribui para a resistência microbiana, resultando em infecções mais graves, maior tempo de internação, aumento dos custos em saúde e elevação da morbimortalidade. Embora afete os idosos de forma mais intensa, o uso inadequado de antibióticos representa um problema coletivo de saúde pública. Portanto, este estudo enfatiza a importância da educação em saúde, da capacitação dos profissionais, da regulamentação mais rigorosa da venda de medicamentos e da implementação de políticas públicas que promovam o uso seguro da farmacoterapia.
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