Miocardite aguda em adultos: uma revisão sobre as controvérsias do tratamento com corticosteroides e imunoglobulina intravenosa

Authors

  • Camila Almada Dâmaso

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-080

Keywords:

miocardite, glicocorticóide, imunoglobulina intravenosa, imunossupressão, terapêutica

Abstract

A miocardite caracteriza‑se por uma inflamação do músculo cardíaco, com manifestações clínicas variáveis, desde quadros assintomáticos até insuficiência cardíaca grave, arritmias malignas e choque cardiogênico. Infecções virais representam a principal etiologia, sendo os enterovírus historicamente os mais associados, além de adenovírus, parvovírus B19, SARS‑CoV‑2 e outros. Também é desencadeada por mecanismos não infecciosos como a miocardite tóxica, miocardite por mecanismos autoimunes e de hipersensibilidade. O uso de corticosteroides e imunoglobulina intravenosa (IVIG) tem sido proposto como forma de modular a resposta inflamatória miocárdica. No entanto, os resultados dos estudos são conflitantes, especialmente na população adulta, e as diretrizes internacionais ainda recomendam cautela quanto ao uso indiscriminado dessas terapias. Outros estudos revelam que os corticoides são teoricamente úteis na fase inflamatória, podendo ser prejudiciais se usados durante fase viral ativa. É visto que a IVIG apresenta efeitos imunomoduladores e antivirais, reduz citocinas pró-inflamatórias, modula complemento e resposta imune, sem imunossupressão profunda. Apesar do crescente volume de publicações, ainda não há consenso robusto acerca dos benefícios clínicos do uso de corticosteroides e imunoglobulina intravenosa na miocardite aguda, especialmente em pacientes adultos, o que torna a tomada de decisão clínica desafiadora e baseada, muitas vezes, em evidências limitadas ou extrapoladas de subgrupos específicos.

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Published

01/19/2026

How to Cite

DÂMASO, C. A. Miocardite aguda em adultos: uma revisão sobre as controvérsias do tratamento com corticosteroides e imunoglobulina intravenosa. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e85171, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n1-080. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/85171. Acesso em: 20 oct. 2026.

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Original Papers