A influência da microbiota intestinal no lúpus eritematoso sistêmico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-072Keywords:
lúpus eritematoso sistêmico, microbiota intestinal, disbioseAbstract
Este estudo explora a influência da microbiota intestinal no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), abrangendo desde seu papel no diagnóstico até sua atuação no tratamento, atividade e gravidade da doença. A metodologia utilizada é de natureza analítica e descritiva, com abordagem quanti-qualitativa, baseada em uma revisão integrativa da literatura, considerando publicações científicas, entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025, na plataforma National Library of Medicine. Os dados analisados demonstram que a modulação da microbiota intestinal por meio do uso de probióticos, prebióticos, simbióticos ou antibióticos específicos surge como uma estratégia terapêutica promissora. Essa intervenção visa restaurar a homeostase imunológica, reduzir a inflamação sistêmica e atenuar a progressão do LES. Evidências também apontam que a disbiose intestinal está associada ao agravamento da doença, especialmente em pacientes geneticamente predispostos, ao induzir ativação imune desregulada, ruptura da barreira intestinal e aumento da produção de autoanticorpos. Diante disso, a composição e função da microbiota intestinal destacam-se como potenciais biomarcadores para diagnóstico precoce e alvos terapêuticos inovadores. Estratégias terapêuticas como simbióticos, probióticos, dieta personalizada e transplante de microbiota podem futuramente se integrar à prática clínica. A microbiota também mostra potencial como biomarcador diagnóstico e prognóstico, especialmente em estágios iniciais da doença. Os resultados reforçam a importância de abordagens integrativas no manejo do LES, associando terapias convencionais à modulação microbiana como uma alternativa segura e complementar.
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