Importância do cuidado farmacêutico com polifarmácia em paciente analfabeto e autista em uma unidade básica de saúde de Vilhena/RO
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-067Keywords:
atenção básica à saúde, autismo, analfabetismo, cuidado farmacêutico, polifarmáciaAbstract
A polifarmácia, definida como o uso concomitante de múltiplos medicamentos, representa um desafio para o sistema de saúde, especialmente em pacientes com vulnerabilidades sociais e cognitivas, como aqueles com autismo e em situação de analfabetismo. Nessas condições, o risco de erros de administração, interações medicamentosas e baixa adesão ao tratamento torna-se elevado, exigindo uma atuação mais próxima do farmacêutico. Objetivo: Relatar a importância do cuidado farmacêutico em um paciente com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e analfabetismo funcional, em acompanhamento de polifarmácia em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Vilhena/RO. Metodologia: Trata-se de um relato de caso complementado por revisão bibliográfica narrativa em bases científicas acerca do papel do cuidado farmacêutico frente à polifarmácia em populações vulneráveis. Resultados: A intervenção farmacêutica possibilitou a identificação de potenciais riscos relacionados ao uso inadequado dos medicamentos, bem como a elaboração de estratégias acessíveis de orientação, utilizando recursos visuais e linguagem simplificada, tanto para o paciente quanto para seus familiares. Observou-se melhora na adesão terapêutica, redução de erros de administração e maior segurança no uso dos fármacos. Conclusão: O cuidado farmacêutico mostrou-se essencial para promover o uso racional de medicamentos em pacientes em situação de vulnerabilidade, como no caso de indivíduos analfabetos e autistas em polifarmácia. O acompanhamento próximo do farmacêutico em UBS favorece a adesão ao tratamento, minimiza riscos de eventos adversos e fortalece a integralidade da atenção em saúde.
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