Morrer no SUS: revisão de escopo das ações e políticas públicas de saúde para a terminalidade em cuidados paliativos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-066Keywords:
Sistema Único de Saúde, cuidado terminal, cuidados paliativosAbstract
Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear ações, práticas e políticas públicas voltadas à terminalidade no Sistema Único de Saúde (SUS), identificando desafios assistenciais, organizacionais e éticos que permeiam o cuidado de fim de vida. A análise de cinco estudos revelou fragilidades na desospitalização, sobrecarga de cuidadores, descontinuidade do cuidado domiciliar e lacunas na formação profissional, especialmente na atenção primária. Destacam-se também a ausência de protocolos integrados, estigmas socioculturais em torno da morte e baixa incorporação das diretivas antecipadas de vontade. Os resultados indicam que a terminalidade permanece como dimensão negligenciada na saúde pública, exigindo políticas que promovam dignidade, equidade e apoio integral a pacientes e famílias. Conclui-se que a morte precisa ser reconhecida como parte integrante do cuidado, com articulação intersetorial e valorização do cuidado paliativo como direito.
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