Migrânea Vestibular: Desafios diagnósticos, bases fisiopatológicas e avanços na abordagem terapêutica

Authors

  • Fernanda Gabrielle Ribeiro
  • Carolina Pinheiro
  • Francisco Breno Gomes Filgueiras
  • Gabriela Maia Marsala
  • Marcela Veríssimo Santos de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-018

Keywords:

migrânea vestibular, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A migrânea vestibular é atualmente reconhecida como a principal causa de vertigem episódica recorrente, representando um importante desafio diagnóstico na prática neurológica e otoneurológica. Apesar de sua elevada prevalência, a condição permanece amplamente subdiagnosticada, sobretudo em razão da expressiva heterogeneidade clínica e da ausência de marcadores laboratoriais ou de imagem específicos. Os pacientes podem apresentar vertigem, tontura, instabilidade postural, zumbido, plenitude auricular e hipersensibilidade sensorial, com ou sem associação temporal com a cefaleia migranosa, o que contribui para frequentes equívocos diagnósticos e atraso no tratamento. Nesse cenário, a distinção entre migrânea vestibular e outras desordens vestibulares, especialmente a doença de Ménière, continua sendo um dos principais entraves clínicos, exigindo anamnese minuciosa e avaliação criteriosa do padrão dos sintomas. Do ponto de vista fisiopatológico, evidências contemporâneas indicam que a migrânea vestibular decorre de uma disfunção central complexa, envolvendo o sistema trigeminovascular, mecanismos de sensibilização central e alterações funcionais nos circuitos vestíbulo-talâmico-corticais. Esses mecanismos explicam não apenas a variabilidade das manifestações vestibulares, mas também a coexistência de sintomas auditivos e perceptuais, reforçando o conceito de que a doença extrapola a vertigem isolada. Avanços em estudos funcionais têm ampliado a compreensão da integração sensorial alterada nesses pacientes, contribuindo para uma visão mais abrangente da condição. Em relação à abordagem terapêutica, observa-se uma evolução progressiva em direção a estratégias individualizadas, que combinam tratamento farmacológico e intervenções não farmacológicas. Medicamentos tradicionalmente utilizados na profilaxia da migrânea permanecem como base do manejo, enquanto a reabilitação vestibular, as modificações do estilo de vida e a educação do paciente assumem papel complementar relevante. Dessa forma, a compreensão integrada dos desafios diagnósticos, das bases fisiopatológicas e dos avanços terapêuticos é fundamental para otimizar o manejo clínico da migrânea vestibular, reduzir seu impacto funcional e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

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Published

01/08/2026

How to Cite

RIBEIRO, F. G.; PINHEIRO, C.; FILGUEIRAS, F. B. G.; MARSALA, G. M.; ALMEIDA, M. V. S. de. Migrânea Vestibular: Desafios diagnósticos, bases fisiopatológicas e avanços na abordagem terapêutica. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e84977, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n1-018. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84977. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers