A longitudinalidade realmente reduz desfechos negativos na atenção primária à saúde? Evidências sobre mortalidade, hospitalizações e uso de serviços de emergência

Authors

  • Laiane Cristina de Camargos Silva

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-013

Keywords:

longitudinalidade, atenção primária à saúde, mortalidade, hospitalização, continuidade do cuidado

Abstract

A longitudinalidade é um dos atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS) e consiste no acompanhamento contínuo do paciente ao longo do tempo por uma equipe de referência. Evidências crescentes demonstram que a presença de vínculos duradouros entre profissionais e usuários está associada à redução de mortalidade, hospitalizações evitáveis e atendimentos de emergência. Estudos internacionais, incluindo uma coorte populacional dinamarquesa publicada em 2022, mostraram que pacientes acompanhados pelo mesmo médico por mais de 15 anos apresentaram risco até 30% menor de morte e 25% menor de internação hospitalar. No Brasil, embora o modelo da Estratégia Saúde da Família (ESF) favoreça a continuidade do cuidado, ainda há desafios para garantir a manutenção do vínculo longitudinal devido à alta rotatividade de profissionais e fragmentação da rede. Esta revisão da literatura tem como objetivo sintetizar as evidências sobre o impacto da longitudinalidade na redução de desfechos negativos na APS, discutindo suas implicações para a organização dos serviços e a política de saúde no contexto brasileiro.

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Published

01/07/2026

How to Cite

SILVA, L. C. de C. A longitudinalidade realmente reduz desfechos negativos na atenção primária à saúde? Evidências sobre mortalidade, hospitalizações e uso de serviços de emergência. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e84958, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n1-013. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84958. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers