Vivências na formação médica: a apreciação da trajetória dos primeiros dois anos da graduação
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-012Keywords:
educação médica, aprendizagem baseada na experiência, atenção primária à saúdeAbstract
Considerando a relevância de gerar profissionais médicos generalistas, com uma abordagem humanista e em conjunto com os fundamentos do Sistema Único de Saúde , as Diretrizes Curriculares Nacionais de 2014 ressaltam a carência de envolver os estudantes desde cedo na Atenção Primária à Saúde como um meio de ensino. Este trabalho visa relatar a experiência de dois alunos da faculdade de Medicina nos dois primeiros anos de sua formação em uma universidade pública, enfatizando a Atenção Primária à Saúde e a interligação entre teoria e prática. Este é um relato de experiência que cobre o intervalo de 2021 a 2023, fundamentado em um currículo em espiral que combina módulos longitudinais e sequenciais. Os resultados indicam que a prévia imersão em cenários de Atenção Primária à Saúde, através dos módulos PIESC I a IV, favoreceu a aquisição de competências clínicas, de comunicação, epidemiológicas e de gestão, além de incentivar a reflexão crítica sobre aspectos sociais, diagnóstico comunitário, planejamento em saúde e abordagem familiar.As vivências práticas, como visitas a residências, grupos de educação e projetos de intervenção, intensificaram o vínculo com a comunidade e ampliaram a compreensão sobre a abordagem holística do cuidado. Pode-se concluir que essa metodologia de ensino é essencial para preparar profissionais críticos, éticos e socialmente responsáveis, capacitados para atuar de forma eficaz e humanizada, alinhados às necessidades do Sistema Único de Saúde e à promoção da equidade em saúde.
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