Utilização de fios PDO espiculados no estímulo do colágeno
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-007Keywords:
fios PDO espiculados, polidioxanona, colágeno, harmonização orofacialAbstract
Por muito tempo, o envelhecimento facial foi associado apenas à flacidez e à gravidade da pele. Entretanto, hoje se compreende que esse processo é complexo, dinâmico e envolve todas as camadas da anatomia facial. A redução da produção de colágeno leva à perda de elasticidade, surgimento de rugas, linhas de expressão e afinamento cutâneo, conferindo aparência cansada e podendo gerar baixa autoestima e até depressão. Com o aumento da expectativa de vida, cresceu a busca por métodos capazes de retardar o envelhecimento. Durante décadas, a cirurgia plástica foi a principal alternativa, porém, além de onerosa, é invasiva e requer recuperação prolongada. Assim, surgiram técnicas menos invasivas, de menor custo e com resultados imediatos. Entre elas, destacam-se lasers, peelings químicos, toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e os fios de polidioxanona (PDO), conhecidos como “lifting não cirúrgico”. Esses fios, além de sustentação, promovem melhora da textura e elasticidade da pele por indução da síntese de colágeno, estando inseridos na Harmonização Orofacial. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura sobre fios de PDO espiculados, seus efeitos, resultados, vantagens, possíveis complicações e relatar um estudo de caso. As buscas foram realizadas em bases como Google Acadêmico, revistas on-line e trabalhos acadêmicos. Constatou-se que os fios de PDO, além de reabsorvíveis e biocompatíveis, proporcionam efeito lifting e benefícios reais à pele. Apesar de seguros e eficazes, complicações como hematomas, edemas, infecção, extrusão ou migração podem ocorrer. A correta aplicação é fundamental para prevenir falhas e garantir bons resultados.
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