Meningite no Brasil: panorama epidemiológico e morbimortalidade no período de 2007 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-410Keywords:
Meningite, epidemiologia, mortalidadeAbstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e a morbimortalidade dos casos de meningite notificados no Brasil entre 2007 e 2023.Método: Estudo descritivo, ecológico, com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos no DataSUS. Foram analisados casos das cinco regiões brasileiras, considerando variáveis demográficas, etiologia, evolução clínica e distribuição temporal. Calcularam-se coeficientes de prevalência e letalidade conforme as principais etiologias. Resultados: No período, foram notificados 302.175 casos de meningite. Observou-se redução de aproximadamente 44,3% das notificações entre 2007 e 2019, queda acentuada nos anos de 2020–2021 e retomada progressiva após a pandemia. A Região Sudeste concentrou 52,4% dos casos, seguida pelas regiões Sul (20,3%) e Nordeste (18,6%). Crianças menores de 5 anos apresentaram maior acometimento, e houve predomínio do sexo masculino (59,1%). A meningite viral foi a etiologia mais frequente (45,46%), seguida da não especificada (16,53%) e da bacteriana (15,56%). As maiores taxas de letalidade ocorreram nas regiões Norte (14,5%) e Centro-Oeste (12,2%). Verificou-se queda expressiva dos casos de meningite meningocócica do sorogrupo C após a introdução da vacina conjugada, além de redução dos sorogrupos B e W135. Conclusão: A meningite no Brasil apresentou importantes mudanças epidemiológicas ao longo do período estudado, influenciadas pela ampliação da cobertura vacinal e pelos impactos da pandemia de COVID-19. A persistência de altas taxas de letalidade em algumas regiões e o elevado número de registros com etiologia não identificada reforçam a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica, do diagnóstico oportuno e das estratégias de imunização.
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