Acidente vascular cerebral isquêmico: mecanismos fisiopatológicos, avanços diagnósticos, estratégias terapêuticas e perspectivas futuras

Authors

  • Otávio Risbane Pereira Franciole
  • Emanuely Camargo Barbosa
  • Túlio Alves Jeangregório Rodrigues
  • Fernando Andrade Donzeli
  • Vitor Fernandes Menna Barreto

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-371

Keywords:

acidente vascular cerebral isquêmico, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) constitui uma das principais causas de incapacidade e mortalidade no mundo, configurando-se como uma condição neurológica de elevada complexidade e impacto social. Do ponto de vista fisiopatológico, caracteriza-se pela interrupção abrupta do fluxo sanguíneo cerebral, geralmente decorrente de oclusão arterial, o que resulta em depleção energética, falência das bombas iônicas e despolarização neuronal. Como consequência, são ativadas cascatas de excitotoxicidade glutamatérgica, estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e resposta inflamatória, envolvendo citocinas, interleucinas e células da imunidade inata, que contribuem para a progressão do dano neuronal e para a expansão da área de infarto, ao mesmo tempo em que determinam a viabilidade da penumbra isquêmica. Nesse cenário, os avanços diagnósticos desempenham papel central na abordagem contemporânea da doença. A utilização integrada de métodos de imagem estrutural e funcional, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e técnicas de perfusão cerebral, permite identificar precocemente a oclusão vascular, estimar a extensão do tecido cerebral irreversivelmente lesado e reconhecer áreas potencialmente recuperáveis. Assim, o diagnóstico rápido e acurado orienta decisões terapêuticas mais precisas, amplia janelas de tratamento e favorece a individualização da conduta, inclusive em populações específicas, como jovens e pacientes pediátricos. Em relação ao tratamento, a trombólise intravenosa e a trombectomia mecânica consolidaram-se como pilares do tratamento na fase aguda, apresentando impacto significativo na redução de sequelas quando realizadas de forma oportuna. Paralelamente, emergem abordagens adjuvantes voltadas à neuroproteção, à modulação da resposta inflamatória e à prevenção de recorrência, ampliando o enfoque tradicional centrado apenas na reperfusão vascular. Por fim, as perspectivas futuras apontam para terapias cada vez mais personalizadas, com destaque para o desenvolvimento de novas moléculas neuroprotetoras, sistemas avançados de liberação de fármacos e integração de conceitos da medicina de precisão. Esses avanços sinalizam a possibilidade de melhorar substancialmente os desfechos funcionais e redefinir o prognóstico do AVCI.

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Published

12/18/2025

How to Cite

FRANCIOLE, O. R. P.; BARBOSA, E. C.; RODRIGUES, T. A. J.; DONZELI, F. A.; BARRETO, V. F. M. Acidente vascular cerebral isquêmico: mecanismos fisiopatológicos, avanços diagnósticos, estratégias terapêuticas e perspectivas futuras. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e84660, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n6-371. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84660. Acesso em: 21 oct. 2026.

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Original Papers