Apendicite aguda: diagnóstico precoce e papel dos marcadores laboratoriais e exames de imagem

Authors

  • Miguel Vieira Gomes
  • Giovanna Valente Costa
  • Yasmin Joanna Tonial
  • Lucas Savaki
  • Lívia Kailane Miranda Cavalcante
  • Nicole Martins Stella
  • Luiza Cavalcanti Marmo

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-368

Keywords:

apendicite aguda, diagnóstico, biomarcadores, tomografia computadorizada, ultrassonografia

Abstract

A apendicite aguda (AA) é a principal causa de cirurgias abdominais de urgência, representando cerca de 10% das admissões emergenciais. O diagnóstico precoce é determinante para evitar perfuração apendicular, condição que pode elevar a mortalidade para até 5%. Marcadores laboratoriais como proteína C reativa (PCR), procalcitonina (PCT) e contagem de leucócitos demonstram importante capacidade de detecção de inflamação sistêmica, contribuindo para estratificação da gravidade e diferenciação entre formas simples e complicadas. Paralelamente, exames de imagem, especialmente a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC), constituem ferramentas essenciais para confirmar a inflamação apendicular, identificar alterações morfológicas e detectar complicações. Estudos indicam que a USG apresenta sensibilidade entre 71–83% e especificidade entre 71–92%, enquanto a TC demonstra sensibilidade de 90–96% e especificidade de 94–98%, consolidando-se como método mais acurado. Entre os marcadores bioquímicos, a PCR mostra melhor desempenho global, com sensibilidade de 57% e especificidade de 87%; a leucocitose apresenta sensibilidade de 75% e especificidade de 62%; e a PCT, apesar da menor sensibilidade (33%), alcança especificidade de até 94% em casos complicados. Assim, a associação entre marcadores laboratoriais e métodos de imagem constitui a abordagem mais eficaz, permitindo reduzir complicações cirúrgicas, otimizar decisões clínicas e promover intervenções mais seguras. Conclui-se que o uso integrado dessas ferramentas favorece o diagnóstico precoce, a redução da taxa de perfuração e a melhoria dos desfechos clínicos.

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Published

12/18/2025

How to Cite

GOMES, M. V.; COSTA, G. V.; TONIAL, Y. J.; SAVAKI, L.; CAVALCANTE, L. K. M.; STELLA, N. M.; MARMO, L. C. Apendicite aguda: diagnóstico precoce e papel dos marcadores laboratoriais e exames de imagem. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e84655, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n6-368. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84655. Acesso em: 21 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers