Apendicite aguda: diagnóstico precoce e papel dos marcadores laboratoriais e exames de imagem
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-368Keywords:
apendicite aguda, diagnóstico, biomarcadores, tomografia computadorizada, ultrassonografiaAbstract
A apendicite aguda (AA) é a principal causa de cirurgias abdominais de urgência, representando cerca de 10% das admissões emergenciais. O diagnóstico precoce é determinante para evitar perfuração apendicular, condição que pode elevar a mortalidade para até 5%. Marcadores laboratoriais como proteína C reativa (PCR), procalcitonina (PCT) e contagem de leucócitos demonstram importante capacidade de detecção de inflamação sistêmica, contribuindo para estratificação da gravidade e diferenciação entre formas simples e complicadas. Paralelamente, exames de imagem, especialmente a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC), constituem ferramentas essenciais para confirmar a inflamação apendicular, identificar alterações morfológicas e detectar complicações. Estudos indicam que a USG apresenta sensibilidade entre 71–83% e especificidade entre 71–92%, enquanto a TC demonstra sensibilidade de 90–96% e especificidade de 94–98%, consolidando-se como método mais acurado. Entre os marcadores bioquímicos, a PCR mostra melhor desempenho global, com sensibilidade de 57% e especificidade de 87%; a leucocitose apresenta sensibilidade de 75% e especificidade de 62%; e a PCT, apesar da menor sensibilidade (33%), alcança especificidade de até 94% em casos complicados. Assim, a associação entre marcadores laboratoriais e métodos de imagem constitui a abordagem mais eficaz, permitindo reduzir complicações cirúrgicas, otimizar decisões clínicas e promover intervenções mais seguras. Conclui-se que o uso integrado dessas ferramentas favorece o diagnóstico precoce, a redução da taxa de perfuração e a melhoria dos desfechos clínicos.
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