Infecções de endopróteses e grafts vasculares: diagnóstico e novas estratégias terapêuticas — revisão de literature
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-350Keywords:
endopróteses vasculares, infecção protética, diagnóstico por imagem, tratamento antimicrobiano, terapia cirúrgicaAbstract
Objetivo: Revisar a literatura atual sobre infecções de endopróteses e grafts vasculares (VGEI), com foco em diagnóstico, critérios de definição, estratégias terapêuticas convencionais e inovações recentes. Métodos: Revisão narrativa das bases PubMed, Embase e Scopus até março de 2025, incluindo diretrizes, revisões sistemáticas, estudos observacionais e séries de casos que abordam diagnóstico por imagem, microbiologia, condutas cirúrgicas e terapias adjuntas.
Resultados: A tomografia computadorizada contrastada (CTA) permanece como exame de primeira linha para avaliação anatômica; entretanto, ^18F-FDG PET/CT e cintilografia com leucócitos marcados (WBC SPECT/CT) têm papel complementar importante quando a imagem anatômica é inconclusiva. O tratamento ideal associa antibioticoterapia dirigida e controle cirúrgico—quando possível, explantação do material infectado seguida de reconstrução in‑situ (com enxertos cryopreserved, enxertos biossintéticos ou veia autóloga) apresenta melhores taxas de erradicação da infecção em centros experientes. Estratégias conservadoras (antibióticos prolongados, drenagem percutânea) são alternativas em pacientes não candidáveis à cirurgia, mas carregam risco elevado de recidiva. Novas abordagens incluem enxertos com revestimento antimicrobiano, matrizes biossintéticas, liberação local de antimicrobianos e uso seriado de PET/CT para monitoramento terapêutico. Conclusão: VGEI permanece uma complicação de alta complexidade clínica. Protocolos multidisciplinares de diagnóstico, padronização do papel da medicina nuclear e estudos prospectivos sobre condutas reconstrutivas e materiais antimicrobianos são necessários para otimizar desfechos.
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