Desafio do enfermeiro frente à comunicação da morte encefálica
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-348Keywords:
morte encefálica, enfermagem, comunicação, acolhimento, humanizaçãoAbstract
Introdução: A morte encefálica representa uma das situações mais delicadas no ambiente hospitalar. O enfermeiro, por estar em contato direto com os familiares, enfrenta dificuldades técnicas, éticas e emocionais ao comunicar esse diagnóstico. A ausência de protocolos claros e suporte institucional adequado intensifica o sofrimento da família e aumenta a sobrecarga emocional do profissional. Objetivos: Levantar, na literatura, os principais desafios enfrentados pelos enfermeiros na comunicação do diagnóstico de morte encefálica aos familiares, identificar as dificuldades emocionais e psicologicas enfrentadas pelos enfermeiros no processo de comunicação da morte encefalica aos familiars e propor estrategias de intervenção e acolhimento que favorecam uma orientação adequada aos familiares diante do diagnóstico de morte encefálica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada nas bases SciELO, BDENF e PubMed, abrangendo o período de 2015 a 2025. Foram identificados 40 estudos, dos quais 10 atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a análise final. Resultados: O estudo evidenciou que a ausência de protocolos institucionalizados, a falta de apoio psicológico ao enfermeiro e a insuficiência de capacitação em comunicação de más notícias dificultam a segura e humanizada da abordagem familiar. Também foram destacadas dificuldades como insegurança jurídica, resistência dos familiares, falhas na mediação do luto e entraves no diálogo sobre doação de órgãos. Conclusão: A comunicação da morte encefálica deve ser conduzida de forma ética, empática e estruturada, reconhecendo o enfermeiro como elemento fundamental na orientação e no acolhimento familiar. A qualificação profissional contínua, o suporte emocional e a implementação de protocolos humanizados são essenciais para garantir uma comunicação clara, sensível e alinhada às necessidades da família e da equipe de saúde.
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