Mortalidade materna por eclâmpsia na região sul do Brasil entre 2015 e 2024

Authors

  • Mércia Vanessa Clementino de Carvalho Torres
  • Lucas Accorsi Albaneze
  • Julio Agostinho Strazzabosco Martins Neto
  • Matheus de Menezes Bezerra Leite
  • Gabriela Araujo Ribas
  • Leonardo Ferrato Pacheco
  • Pietra Benedito Granja
  • Amanda Vipych Silva
  • João Vitor Pereira Nascente
  • Matheus Cordeiro Conceição Pereira
  • Eduarda Diniz de Freitas
  • Mariana da Silva Franco

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-334

Keywords:

Eclâmpsia, mortalidade materna, transtornos hipertensivos na gestação, região Sul do Brasil

Abstract

Introdução: A mortalidade materna por eclâmpsia constitui um evento sentinela e evitável, sendo fundamental para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.1. Objetivos: Analisar a tendência temporal e o perfil epidemiológico da mortalidade materna por eclâmpsia na região, investigando sua associação com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Metodologia: Estudo ecológico de séries temporais e múltiplos grupos, com dados de óbitos por eclâmpsia (CID-10: O15) do SIM/DATASUS. A tendência temporal foi analisada pela Variação Percentual Anual (APC), a associação entre IDH e EMPR por regressão linear simples (OLS) e as iniquidades raciais pelo teste Qui-quadrado de independência. Resultados: A Região Sul registrou 87 óbitos por eclâmpsia (6,12% da carga nacional), com tendência temporal estacionária (APC = -2,21%; p = 0,440). A regressão entre IDH e EMPR mostrou forte correlação negativa (r = -0,884; R² ajustado = 0,562), sem significância estatística (p = 0,310), possivelmente pelo baixo número de unidades (N = 3). Observou-se que 31% dos óbitos ocorreram em mulheres pretas e pardas, evidenciando iniquidades raciais sistêmicas, e o Paraná destacou-se pelo maior risco proporcional e maior taxa de óbitos não hospitalares (10,3%), sugerindo falhas de acesso obstétrico. Conclusão: A mortalidade materna por eclâmpsia na Região Sul permaneceu estagnada. A forte associação com o IDH indica sua relevância como determinante socioeconômico, enquanto a persistência de iniquidades raciais e falhas no acesso e manejo clínico (92% hospitalares) evidencia a necessidade de intervenções urgentes para equidade e fortalecimento da atenção obstétrica.

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Published

12/11/2025

How to Cite

TORRES, M. V. C. de C.; ALBANEZE, L. A.; MARTINS NETO, J. A. S.; LEITE, M. de M. B.; RIBAS, G. A.; PACHECO, L. F.; GRANJA, P. B.; SILVA, A. V.; NASCENTE, J. V. P.; PEREIRA, M. C. C.; FREITAS, E. D. de; FRANCO, M. da S. Mortalidade materna por eclâmpsia na região sul do Brasil entre 2015 e 2024. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e84496, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n6-334. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84496. Acesso em: 21 oct. 2026.

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Original Papers