Mortalidade materna por eclâmpsia na região sul do Brasil entre 2015 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-334Keywords:
Eclâmpsia, mortalidade materna, transtornos hipertensivos na gestação, região Sul do BrasilAbstract
Introdução: A mortalidade materna por eclâmpsia constitui um evento sentinela e evitável, sendo fundamental para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.1. Objetivos: Analisar a tendência temporal e o perfil epidemiológico da mortalidade materna por eclâmpsia na região, investigando sua associação com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Metodologia: Estudo ecológico de séries temporais e múltiplos grupos, com dados de óbitos por eclâmpsia (CID-10: O15) do SIM/DATASUS. A tendência temporal foi analisada pela Variação Percentual Anual (APC), a associação entre IDH e EMPR por regressão linear simples (OLS) e as iniquidades raciais pelo teste Qui-quadrado de independência. Resultados: A Região Sul registrou 87 óbitos por eclâmpsia (6,12% da carga nacional), com tendência temporal estacionária (APC = -2,21%; p = 0,440). A regressão entre IDH e EMPR mostrou forte correlação negativa (r = -0,884; R² ajustado = 0,562), sem significância estatística (p = 0,310), possivelmente pelo baixo número de unidades (N = 3). Observou-se que 31% dos óbitos ocorreram em mulheres pretas e pardas, evidenciando iniquidades raciais sistêmicas, e o Paraná destacou-se pelo maior risco proporcional e maior taxa de óbitos não hospitalares (10,3%), sugerindo falhas de acesso obstétrico. Conclusão: A mortalidade materna por eclâmpsia na Região Sul permaneceu estagnada. A forte associação com o IDH indica sua relevância como determinante socioeconômico, enquanto a persistência de iniquidades raciais e falhas no acesso e manejo clínico (92% hospitalares) evidencia a necessidade de intervenções urgentes para equidade e fortalecimento da atenção obstétrica.
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