Estratégia de promoção da saúde e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, na população de Itumbiara, Goiás
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-330Keywords:
epidemiologia, infecções sexualmente transmissíveis, teste rápidoAbstract
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um desafio significativo para a saúde pública, especialmente entre populações vulneráveis. Este trabalho teve como objetivo realizar uma ação de educação em saúde no município de Itumbiara-GO, com foco na prevenção e diagnóstico precoce das ISTs, por meio da aplicação de testes rápidos para sífilis, hepatite B, hepatite C e HIV, além da aplicação de um questionário sobre conhecimento geral em ISTs. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, com abordagem quantitativa e descritiva, realizado na Avenida Beira Rio, local de ampla circulação populacional. A coleta de dados foi feita em dois domingos consecutivos, com abordagem oral dos participantes, aplicação de testes rápidos e questionários objetivos. Ao todo, 257 testes individuais foram aplicados. Os dados foram tabulados e analisados no Excel e Google Forms. Os resultados mostraram que, embora a maioria dos participantes tenha conhecimento sobre o HIV e reconheça a camisinha como forma de prevenção, há grande desconhecimento sobre as profilaxias pré e pós-exposição, além de lacunas quanto aos locais de tratamento das ISTs. Apenas metade dos entrevistados afirmou utilizar preservativos regularmente, o que reforça a importância de ações educativas contínuas. Casos reagentes foram encaminhados para acompanhamento na rede básica de saúde local. Conclui-se que estratégias intersetoriais entre saúde e educação, realizadas em locais públicos e com ampla acessibilidade, são eficazes para promover o conhecimento, estimular o autocuidado e ampliar o acesso à prevenção e tratamento das ISTs.
References
ANDRADE MS, SOUZA LFR, PEREIRA AP, OLIVEIRA TS, MARTINS KMC, SILVA JB, et al. Desigualdade social e vulnerabilidade às IST: desafios para a saúde pública. Rev Bras Promoc Saude. 2025;38:e12345
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde; 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST): prevenção e cuidados. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de IST – 2023. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP) – 2022. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde; Ministério da Educação. Programa Saúde na Escola: orientações para a implementação. Brasília: MS/MEC, 2021.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021. Atlanta: CDC, 2021.
COCHRAN, William Gemmell. Sampling techniques. john wiley & sons, 1977
FERREIRA EC, LIMA RT. Conhecimento de universitários sobre HIV e suas formas de prevenção. Revista Brasileira de Educação e Saúde. 2023;13(1):49–56.
FERRAZ, L.; FERRAZ, M. Educação em saúde e prevenção de IST/HIV entre adolescentes: revisão integrativa. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 35, n. 1, 2022.
FERREIRA FGR, ALMEIDA RA, COSTA LMR, SILVA RMP. Panorama epidemiológico das infecções sexualmente transmissíveis: desafios para 2030. Rev Saude Publica. 2021;55:87.
GOMES A, NUNES C. Caracterização do uso do preservativo em jovens adultos portugueses. Análise Psicológica [Internet]. 2011 [cited 2025 Jun 2
LIMA GMS, SOUZA RM, PEREIRA FB, ANDRADE EAC, MOURA TR. Impacto dos testes rápidos na detecção precoce das ISTs em populações vulneráveis. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2021;16(43):2782.
MACEDO, E. P. de O.; JUNTA, H. L. M.; RIBEIRO, J. S.; MORAES, A. H. N. de; KRAWCZYK, D. do A.; ALMEIDA, R. J. de. Conhecimento da população adulta acerca das infecções sexualmente transmissíveis. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 1, p. 6237–6250, 20 fev. 2024.
MAGALHÃES SR. Programa Saúde na Escola como estratégia de promoção da saúde de adolescentes: uma análise crítica. Rev Saude Desenvolv. 2023;19(1):45–52.
MAGNO L, et al. Knowledge and willingness to use pre-exposure prophylaxis among men who have sex with men in Northeastern Brazil. Global public health [Internet]. 2019 Feb 04 [cited 2025 Jun 2]; DOI https://doi.org/10.1080/17441692.2019.1571090.
MIRANDA, W. M. et al. A predictive model for retention in specialized HIV/AIDS care. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22 out. 2018. DOI: 10.1590/0102-311X00209416.
RAMOS JG, ARAÚJO TM. Educação sexual nas escolas: uma estratégia para prevenção de IST em adolescentes. Rev Educ Saude. 2020;8(1):22–9.
SOUZA TM, SANTOS MM, ALMEIDA LA, OLIVEIRA RO. Conhecimento de universitários sobre profilaxia pós-exposição ao HIV. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2022;14(1):e8663.
SPINDOLA T, SILVA CM, SANTOS M, LOPES F, LIMA RS, OLIVEIRA FA. Fatores associados à vulnerabilidade de jovens às infecções sexualmente transmissíveis: revisão integrativa. Rev Bras Enferm. 2021;74(1):e20200829.
UNAIDS. Global HIV & AIDS statistics — 2023 fact sheet. Geneva: UNAIDS, 2023.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Sexually transmitted infections
(STIs). Geneva: WHO, 2021


