Análise epidemiológica dos nascidos vivos no Paraná nos anos de (2018-2023)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-302Keywords:
cuidado pré-natal, gravidez, epidemiologiaAbstract
O estudo analisou a relação entre nascidos vivos (2018-2023) no Paraná, condições socioeconômicas maternas e tipo de parto, com ênfase na qualidade do pré-natal. Trata-se de um estudo observacional e descritivo baseado em dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), avaliando variáveis sociodemográficas (idade materna, raça/cor, estado civil e escolaridade) e obstétricas (tipo de gestação, duração da gravidez, tipo de parto, número de consultas pré-natais). No período, registraram-se 878.410 nascimentos, predominando mães jovens, brancas, solteiras e com maior escolaridade, gestações únicas e a termo. Observou-se alta taxa de cesarianas e ampla realização de consultas pré-natais, embora persistam desigualdades, principalmente entre adolescentes, mulheres negras, pardas e indígenas e com baixa escolaridade. A discussão aponta que a maternidade precoce e a disparidade racial estão associadas a vulnerabilidade social e ao menor acesso a cuidados adequados, enquanto a elevada frequência de cesáreas e a prematuridade reforçam a necessidade de práticas obstétricas mais humanizadas e equitativas, alinhadas às diretrizes internacionais.
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