Percepção do autocuidado de pessoas com fixador externo à luz de Orem
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-274Keywords:
autocuidado, fraturas, fixador externo, Dorothea OremAbstract
Introdução: Fraturas requerem estabilização para consolidação, sendo o fixador externo um método eficaz, mas que pode comprometer a capacidade dos pacientes de realizar atividades básicas. A Teoria de Dorothea Orem define autocuidado como a prática para manutenção da vida e bem-estar, exigindo intervenção da enfermagem quando essa capacidade está comprometida. Objetivo: Analisar a percepção de autocuidado de pacientes em uso de fixador externo linear no tratamento de fraturas, em um hospital de referência em traumatologia. Metodologia: Estudo descritivo e exploratório, tipo série de casos e de caráter qualitativo. Foi realizado no Hospital Otávio de Freitas, Recife/PE, entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 A população consistiu em pacientes com18 anos, função cognitiva preservada e em uso de fixadores lineares em membros inferiores. A amostra por conveniência totalizou nove entrevistas, com a saturação de dados na nona. Os dados abertos foram analisados por meio da Análise Categorial de Bardin. Resultados: Os participantes eram predominantemente do sexo masculino (89%), pardos (78%), e com idade entre 45 e 60 anos (67%). O estudo gerou 5 categorias de análise. Embora a maioria entendesse a finalidade do dispositivo, alguns não possuíam conhecimento. Foi notável a limitação para atividades rotineiras (ir ao banheiro, tomar banho), exigindo auxílio. A percepção predominante sobre o uso do fixador foi negativa. Conclusão: A intervenção da enfermagem é fundamental para promover o autocuidado e a cooperação do paciente, auxiliando-o a assumir a responsabilidade e alcançar a máxima independência para o restabelecimento da saúde e progressão para atividades cotidianas.
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