Esquistossomose no estado do Pará, Brasil: uma análise sociodemográfica e clínica dos casos notificados entre 2014 e 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-265Keywords:
esquistossomose, epidemiologia, BrasilAbstract
A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo platelminto trematódeo Schistosoma mansoni. No Brasil, é considerada uma endemia em diversas localidades, como a Região Norte. No Pará, a esquistossomose permanece um importante problema de saúde pública. O estudo tem como objetivo analisar o perfil sociodemográfico e clínico dos casos de esquistossomose registrados no estado do Pará durante o período de 2014 a 2023. Trata-se de uma pesquisa observacional, retrospectiva descritiva e transversal, com abordagem quantitativa, fundamentada em dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). As variáveis adotadas no estudo foram: sexo, faixa etária, raça, escolaridade, forma clínica e evolução. Os resultados indicam que a esquistossomose permanece como um agravo relevante à saúde pública no Pará, com maior concentração de casos em municípios como Ananindeua, Cachoeira do Piriá e Belém. A doença segue um padrão típico de regiões endêmicas, acometendo indivíduos do sexo masculino, adultos, pardos e com menor escolaridade. A forma intestinal foi a mais comum entre os casos apurados. A maior parte dos casos com informações da evolução clínica apurados teve desfecho de cura. O combate à esquistossomose no Pará depende da integração de esforços entre saneamento, educação em saúde e vigilância epidemiológica.
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