Tuberculose em movimento: análise espaço-temporal da doença entre populações migrantes no Brasil (2020–2024)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-260Keywords:
tuberculose, migração, epidemiologia, vigilância em saúde, determinantes sociais da saúdeAbstract
A tuberculose (TB) permanece um importante problema de saúde pública global, especialmente entre populações migrantes, que enfrentam barreiras no acesso aos serviços de saúde e maior vulnerabilidade social. Considerando esse contexto, objetivou-se analisar o perfil epidemiológico e a distribuição espaço-temporal dos casos de tuberculose em populações migrantes no Brasil, entre 2020 e 2024. Para tanto, procedeu-se a um estudo ecológico com dados provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e operacionais, aplicando-se regressão binomial negativa para estimar tendências temporais e diferenças entre Unidades da Federação. Foram notificados 3.625 casos de TB em migrantes, com predominância de homens (65,7%), na faixa etária de 20 a 59 anos (78,8%) e classificados como casos novos (81,3%). Observou-se tendência crescente nas notificações, com aumento médio anual de 18,2%, destacando-se os estados de São Paulo, Roraima, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Amazonas com os maiores riscos relativos. Conclui-se que a TB entre migrantes no Brasil apresenta distribuição regional desigual e tendência ascendente, refletindo iniquidades estruturais e barreiras de acesso aos serviços de saúde. O fortalecimento das políticas públicas, o uso ampliado do teste rápido molecular e estratégias culturalmente sensíveis são fundamentais para aprimorar o controle da doença.
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