Perfil Epidemiológico das Internações por Tuberculose no Sudeste do Brasil entre 2019 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-250Keywords:
tuberculose, epidemiologia, internações, Brasil, mortalidade hospitalarAbstract
Introdução: A tuberculose permanece uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil, especialmente em regiões urbanizadas e socioeconomicamente desiguais como o Sudeste. Embora avanços terapêuticos e políticas públicas tenham reduzido parte do impacto da doença, a hospitalização ainda reflete desfechos clínicos desfavoráveis e dificuldades no diagnóstico e tratamento oportuno. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das internações por tuberculose na Região Sudeste do Brasil entre 2019 e 2024, comparando características demográficas, taxas de mortalidade hospitalar e tempo médio de permanência. Metodologia: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e DATASUS. Foram analisados internações, óbitos, taxa de mortalidade hospitalar, tempo médio de permanência e distribuição por sexo, faixa etária e raça/cor. Resultados: No período, registraram-se 27.933 internações na Região Sudeste, correspondendo a 44,5% das 62.751 internações nacionais. São Paulo concentrou 51% das internações regionais, seguido pelo Rio de Janeiro (27%). A taxa de mortalidade hospitalar regional foi de 9,9%, variando entre 6,6% (Minas Gerais) e 14,3% (Rio de Janeiro). Adultos de 20 a 59 anos representaram 78% das internações, e a mortalidade aumentou progressivamente com a idade. Conclusão: A Região Sudeste concentra a maior carga de hospitalizações por tuberculose no Brasil, com altas taxas de mortalidade e longa permanência hospitalar, especialmente em estados com maior vulnerabilidade urbana como Rio de Janeiro e São Paulo.
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