Isquemia mesentérica aguda: fisiopatologia, diagnóstico e abordagem terapêutica atual

Authors

  • Larissa Pires Almeida
  • Clara Estevan Acipreste de Oliveira
  • Eduarda Lopes Franco
  • Yanellys Jedy Vega Vasquez
  • Agnes Lisboa Machado

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-248

Keywords:

isquemia mesentérica aguda, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A isquemia mesentérica aguda (IMA) representa uma das emergências abdominais mais graves da medicina, sobretudo por sua fisiopatologia rápida e devastadora. Inicialmente, a redução abrupta do fluxo sanguíneo intestinal — seja por obstrução arterial, trombose venosa, embolia ou vasoconstrição não oclusiva — desencadeia um processo de hipoperfusão que compromete a oxigenação tecidual. À medida que a isquemia progride, instala-se uma sequência de eventos que envolve disfunção endotelial, permeabilidade aumentada, ativação inflamatória intensa e acúmulo de radicais livres, elementos que aceleram a transição para necrose intestinal caso o tratamento não seja prontamente instituído. Além disso, a reperfusão, embora necessária, pode ampliar o dano por meio de estresse oxidativo e agravamento da resposta inflamatória. No contexto diagnóstico, a principal dificuldade reside no caráter inespecífico dos sintomas iniciais, o que frequentemente retarda o reconhecimento do quadro. Entretanto, avanços recentes têm fortalecido a utilização de biomarcadores capazes de auxiliar na detecção precoce, permitindo identificar pacientes de alto risco antes do desenvolvimento de lesão irreversível. Paralelamente, a tomografia computadorizada multidetectores consolidou-se como o exame de escolha, por oferecer avaliação rápida, detalhada e altamente sensível das alterações vasculares e da viabilidade intestinal, tornando-se peça-chave para decisões terapêuticas imediatas. A abordagem atual combina estratégias cirúrgicas e endovasculares de maneira cada vez mais integrada. Técnicas de revascularização minimamente invasivas têm ampliado as possibilidades terapêuticas, especialmente em pacientes hemodinamicamente estáveis. Em contrapartida, a cirurgia aberta permanece fundamental nos casos complicados por necrose ou perfuração. A trombose venosa mesentérica, por sua vez, tem recebido atenção crescente com protocolos mais precisos de anticoagulação. Além disso, o uso criterioso de antibióticos continua essencial diante do elevado risco de translocação bacteriana e sepse. Assim, compreender a fisiopatologia, reconhecer precocemente os sinais e aplicar intervenções terapêuticas modernas constitui a base para melhorar o prognóstico e reduzir a alta mortalidade associada à IMA.

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Published

12/01/2025

How to Cite

ALMEIDA, L. P.; OLIVEIRA, C. E. A. de; FRANCO, E. L.; VASQUEZ, Y. J. V.; MACHADO, A. L. Isquemia mesentérica aguda: fisiopatologia, diagnóstico e abordagem terapêutica atual. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e84166, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n6-248. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/84166. Acesso em: 21 oct. 2026.

Issue

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Original Papers