Correlação entre o tempo do início dos sintomas e complicações pós operatórias precoce em pacientes submetidos a colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase entre 2020 e 2024 no Hospital São Francisco de Assis em Belo Horizonte
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-245Keywords:
colelitíase, colecistectomia videolaparoscópica, complicações cirúrgicas, tempo de sintomas, pós-operatórioAbstract
Introdução: A colelitíase é uma afecção comum, podendo permanecer assintomática por longos períodos ou evoluir para quadros agudos que requerem intervenção cirúrgica. A influência da duração dos sintomas sobre a ocorrência de complicações pós-operatórias precoces ainda não é claramente estabelecida. Objetivo: Avaliar a associação entre o tempo de sintomas e a ocorrência de complicações pós-operatórias precoces em pacientes submetidos à colecistectomia videolaparoscópica. Métodos: Estudo retrospectivo com análise de 1.290 prontuários de pacientes operados entre 2020 e 2024 no Hospital São Francisco de Assis, em Belo Horizonte (MG). Foram avaliados tempo de sintomas, sexo, uso de dreno e presença de complicações. Utilizaram-se estatísticas descritivas, teste de Mann-Whitney e regressão logística, com discussão comparativa à literatura atual. Resultados: A incidência de complicações precoces foi de 4,9%. Não houve diferença significativa no tempo médio de sintomas entre pacientes com e sem intercorrências (p = 0,387). O uso de dreno foi o único fator associado a maior risco de complicações (OR = 8,33; p < 0,001). Conclusão: O tempo de início dos sintomas não se correlacionou com o risco de complicações pós-operatórias precoces. O uso de dreno destacou-se como marcador de maior complexidade cirúrgica e maior probabilidade de intercorrência.
References
COOK, LT Brittany et al. Referral practices are associated with a delay in treatment of symptomatic cholelithiasis and cholecystitis. The American Journal of Surgery, v. 227, p. 96-99, 2024.
COVRE, Kassio et al. ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES POR COLELITÍASE E COLECISTITE NO BRASIL, ENTRE 2019 E 2023. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, v. 3, n. 2, p. 2283-2297, 2024.
DEY, Abhishek et al. WE2. 4 Optimal timing of Laparoscopic Cholecystectomy for symptomatic gallstone disease: the importance of symptom duration. British Journal of Surgery, v. 109, n. Supplement_5, p. znac248. 101, 2022.
KEUS, F. et al. Open, small-incision, or laparoscopic cholecystectomy for symptomatic cholecystolithiasis. Cochrane Database of Systematic Reviews, CD006231, 2010.
LEE, J. E. et al. Bile duct injury during laparoscopic cholecystectomy: incidence, mechanisms, and management. Annals of Surgery, v. 267, n. 5, p. 870–876, 2018.
NATHANSON, L. K. et al. Introduction of laparoscopic cholecystectomy. Surgical Endoscopy, v. 3, p. 175–178, 1989.
PORTINCASA, P.; DI CIANNI, G.; WANG, D. Q.-H. Gallstone disease: pathophysiology and risk factors. Journal of Hepatology, v. 70, p. 104–115, 2019.
RUTLEDGE, David; JONES, Daniel; REGE, Robert. Consequences of delay in surgical treatment of biliary disease. The American journal of surgery, v. 180, n. 6, p. 466-469, 2000.
SIBIA, Udai S. et al. Socially vulnerable patients are more likely to fail outpatient management of symptomatic cholelithiasis. Journal of Gastrointestinal Surgery, v. 28, n. 7, p. 1145-1150, 2024.
STRASBERG, S. M. Error traps and the biliary injury problem. Journal of Hepato-Biliary-Pancreatic Surgery, v. 12, n. 2, p. 123–130, 2005.
TOKUMURA, H. et al. Chronic inflammation and difficulty of laparoscopic cholecystectomy. HPB Surgery, v. 2017, p. 1–6, 2017.
YEO, C. et al. Acute cholecystitis: modern management. Annals of Surgery, v. 268, p. 347–353, 2018.
ZIPPLE, Monica et al. Factors influencing length of stay in cholecystectomy patients in a community hospital. Spartan Medical Research Journal, v. 2, n. 2, p. 6346, 2017.


