Motivos da indução do trabalho de parto e métodos de escolha: possíveis consequências clínicas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-244Keywords:
trabalho de parto induzido, Ocitocina, MisoprostolAbstract
Justificativa: O trabalho de parto induzido tem como objetivo provocar contrações uterinas eficazes quando estas não ocorrem espontaneamente, sendo realizado a partir da 22ª semana de gestação por meio de diversos métodos. Objetivos: Este estudo visa identificar as principais causas e condições que contribuem para complicações e falhas na indução. Metodologia: Trata-se de estudo transversal retrospectivo baseado na revisão de 122 prontuários de gestantes de 2022 da Maternidade do Hospital Electro Bonini (UNAERP). O número do parecer no Comitê de Ética em Pesquisa é 74038923.1.0000.5498. Resultados: As pacientes foram divididas em três grupos: A (misoprostol + ocitocina) com 6 gestantes, B (misoprostol < 3 comprimidos) com 99 gestantes e C (misoprostol ≥ 3 comprimidos) com 17 gestantes. Em termos de perfil epidemiológico, 75,4% das gestantes tinham entre 20-34 anos, 9,8% eram tabagistas e o IMC médio foi de 25,1, maior no grupo A. O grupo A apresentou 83,3% de multíparas, enquanto os grupos B e C tiveram mais primíparas (62,6% e 64,7%, respectivamente). Comorbidades foram observadas em 18% das gestantes, com destaque para o hipotireoidismo (7,4%). A principal indicação para indução foi a Corioamniorrexe Prematura a Termo (CPAT), com 48,4%, seguida pelo pós-datismo (26,2%). O tempo médio de indução foi 13 horas para o grupo A, 10 horas para o B e 22 horas para o C. Notou-se que não houve prevalência entre via alta e baixa, sendo a falha de indução a principal causa de cesárea (20,5% dos casos). Complicações incluíram 5 casos de hipotonia uterina e 3 de admissão em UCIN. Conclusão: Conclui-se que não houve diferença nos desfechos entre os métodos, mas o grupo B teve menor tempo de indução e apresentou bons resultados em termos de segurança materna e neonatal.
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