Hiperplasia do côndilo mandibular
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-227Keywords:
hiperplasia condilar, assimetria facial, cirurgia ortognáticaAbstract
A hiperplasia do côndilo mandibular é uma alteração de crescimento ósseo caracterizada pelo aumento volumétrico e assimétrico do côndilo, causando importantes repercussões estéticas e funcionais. Embora rara, sua etiologia permanece pouco esclarecida, envolvendo possíveis fatores genéticos, traumáticos e hormonais. Clinicamente, manifesta-se por assimetria facial progressiva, desvio do mento, alterações oclusais e, em alguns casos, dor na articulação temporomandibular. O diagnóstico diferencial deve incluir osteocondroma, displasia fibrosa e disfunções articulares, sendo essencial a utilização de exames de imagem avançados. O estudo analisa a condição sob aspectos etiológicos, epidemiológicos, clínicos, diagnósticos, classificatórios e terapêuticos, por meio de revisão narrativa baseada em artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Brasileira de Odontologia. A literatura aponta baixa prevalência, discreto predomínio no sexo feminino e manifestações recorrentes, como assimetria progressiva e más oclusões. A combinação entre exame clínico e métodos de imagem tridimensionais mostrou maior precisão diagnóstica, especialmente se complementada por exames funcionais. As classificações existentes, embora com limitações, auxiliam no planejamento terapêutico. Entre as opções de tratamento, destaca-se a condilectomia — principalmente a condilectomia alta —, isolada ou associada à cirurgia ortognática e à ortodontia, como principal conduta para interromper o crescimento anômalo e restaurar a simetria facial. Conclui-se que o manejo deve ser precoce, multidisciplinar e individualizado, havendo necessidade de novos estudos para padronizar protocolos diagnósticos e terapêuticos.
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