O papel da autoimunidade nas manifestações oculares do hipertireoidismo: foco na doença de graves
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-192Keywords:
oftalmopatia de Graves, autoimunidade, hipertireoidismo, receptor de TSH, teprotumumabeAbstract
Introdução: A Doença de Graves é uma condição autoimune sistêmica cuja manifestação ocular, conhecida como oftalmopatia de Graves (OG), representa um importante desafio clínico e imunológico. Essa manifestação está associada a processos inflamatórios e remodelamento dos tecidos orbitários, podendo causar disfunção visual, alterações estéticas e comprometimento da qualidade de vida. Objetivo: Realizar uma revisão narrativa sobre o papel da autoimunidade nas manifestações oculares do hipertireoidismo, com foco na fisiopatologia, no diagnóstico e nas abordagens terapêuticas da oftalmopatia de Graves. Métodos: Foi realizada uma busca na base de dados PubMed utilizando os descritores: Graves Ophthalmopathy AND Hyperthyroidism AND Autoimmunity AND Inflammatory Eye Diseases AND Immune System Diseases. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, nos formatos de ensaios clínicos, revisões sistemáticas, estudos observacionais e experimentais. Após triagem, 20 estudos foram selecionados para análise. Resultados: A análise evidenciou que a OG decorre de mecanismos autoimunes complexos, com participação de autoanticorpos (anti-TSHR e anti-IGF-1R), células T autorreativas, fibroblastos orbitários, citocinas pró-inflamatórias e vias de morte celular como a ferroptose. Fatores epigenéticos e ambientais também foram identificados como moduladores do processo inflamatório. Novas abordagens terapêuticas, como o uso de teprotumumabe, têm demonstrado eficácia na redução da atividade inflamatória e remodelamento tecidual, embora o acesso a essas terapias ainda seja limitado. Conclusão: A oftalmopatia de Graves é uma expressão localizada de uma doença autoimune sistêmica, cuja compreensão tem avançado com o apoio de técnicas moleculares e imunológicas. O reconhecimento precoce da atividade inflamatória, aliado ao desenvolvimento de terapias direcionadas, pode melhorar significativamente o manejo clínico e o prognóstico dos pacientes.
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