Disfunções orgânicas como preditores de mortalidade na sepse: estudo com regressão logística no pronto-socorro

Authors

  • Aline Valéria de Souza
  • Amanda Nathelly Alves
  • Ana Carolina Lessa Silva
  • Edilene Márcia de Sousa
  • Isadora Augusta Ramos
  • Leonardo Oliveira Leão e Silva
  • Millena Kelly de Souza Costa
  • Suely Maria Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-155

Keywords:

sepse, disfunção orgânica, mortalidade, pronto-socorro, protocolo

Abstract

A sepse foi definida a partir de 2016 como uma disfunção orgânica resultante com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, configurando-se como um grave problema de saúde pública no Brasil devido à elevada mortalidade. Objetiva-se analisar a associação entre as disfunções orgânicas identificadas em pacientes com diagnóstico de sepse atendidos em um pronto-socorro e os desfechos de mortalidades. Para tanto, como método utilizou-se a abordagem quantitativa, observacional e retrospectivo, com dados do ano de 2023 que inclui como variável independente: disfunções orgânicas: respiratória; circulatória; neurológica; renal; hematológica e hepática e variável dependente: desfecho óbito hospitalar. A amostra incluiu 252 pacientes ≥18 anos, com diagnóstico confirmado de sepse e informações completas - disfunção orgânica e desfecho hospitalar. Os dados foram analisados por meio do software R e as análises estatísticas realizadas utilizando-se procedimentos descritivos e a aplicação de regressão logística binária múltipla. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 6.865.050). Desse modo, os resultados demonstraram que 90,6% dos pacientes foram diagnosticados com sepse no atendimento do pronto-socorro. A disfunção hepática foi o agravo mais prevalente; entretanto, a condição respiratória insatisfatória apresentou maior risco de óbito, com odds ratio (OR) = 4,48 (IC95% = 2,15–10,13), representando risco aproximadamente 4,5 vezes maior de evolução para morte em comparação com pacientes sem essa disfunção, o que permite concluir que as disfunções respiratória, renal e circulatória foram significativamente associadas a um aumento do risco de óbito. A elevada mortalidade observada na amostra (28,97%) reforça o desafio clínico representado pela sepse.

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Published

11/19/2025

How to Cite

SOUZA, A. V. de; ALVES, A. N.; SILVA, A. C. L.; SOUSA, E. M. de; RAMOS, I. A.; SILVA, L. O. L. e; COSTA, M. K. de S.; RODRIGUES, S. M. Disfunções orgânicas como preditores de mortalidade na sepse: estudo com regressão logística no pronto-socorro. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e83850, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n6-155. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/83850. Acesso em: 21 oct. 2026.

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Original Papers