Volume nodular como indicador de agressividade histológica em nódulos tireoidianos: análise retrospectiva de série cirúrgica
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-150Keywords:
tireóide, volume tumoral, agressividade histológica, carcinoma papilífero, risco cirúrgicoAbstract
Os nódulos tireoidianos são frequentes, sobretudo em mulheres, e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassonografia é o padrão ouro para diagnóstico. Entretanto, diante das limitações da citologia indeterminada, o volume nodular tem sido estudado como possível marcador de agressividade tumoral. Este estudo observacional retrospectivo, realizado em um hospital público de Brasília-DF entre 2015 e 2021, avaliou 63 pacientes submetidos à tireoidectomia, correlacionando o volume estimado por ultrassonografia com achados histopatológicos. Nódulos maiores que 1 cm³ apresentaram maior prevalência de carcinoma, e volumes acima de 5 cm³ estiveram significativamente associados à invasão capsular e multicentricidade (p<0,05). A média volumétrica dos nódulos malignos foi de 4,3 cm³, superior à dos benignos (1,9 cm³; p=0,032). Esses resultados indicam que o volume pode atuar como preditor independente de agressividade tumoral, complementando a avaliação citológica e auxiliando na estratificação pré-operatória de risco e no planejamento cirúrgico.
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