Perfil epidemiológico da anemia ferropriva no Brasil durante a última década (2014-2024)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-135Keywords:
anemia ferropriva, saúde pública, epidemiologia, BrasilAbstract
A Anemia Ferropriva (AF) é considerada um grave problema de saúde pública, com alta prevalência global e um impacto econômico significativo no Brasil, totalizando altos valores em repasses por internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetiva-se traçar o perfil epidemiológico dos portadores de AF no Brasil, identificando a evolução temporal dos casos e avaliando os gastos com as internações no período de 2014 a 2024. Para tanto, procedeu-se à um estudo epidemiológico e descritivo, utilizando dados secundários de morbidade e mortalidade do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), especificamente do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Desse modo, observou-se que a morbidade é consistentemente maior no sexo feminino e está concentrada na Região Sudeste, refletindo fatores biológicos e o impacto da transição nutricional urbana. Além disso, houve um aumento acentuado dos casos de internação e mortalidade em ambos os sexos a partir de 2021, correlacionado ao agravamento da insegurança alimentar e aos fatores inflamatórios sistêmicos da COVID-19. Os custos hospitalares também cresceram progressivamente. O que permite concluir que a AF persiste como um ônus significativo para a saúde pública. Espera-se um fortalecimento dos programas de suplementação e o diagnóstico precoce na Atenção Básica para reduzir os desfechos fatais e onerosas internações hospitalares.
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