Automedicação em adultos: os desafios do uso prolongado de corticoides
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-082Keywords:
automedicação, corticoides, efeitos adversos, impacto econômico, saúde públicaAbstract
A automedicação, entendida como o uso de medicamentos sem prescrição ou supervisão profissional, é uma prática amplamente difundida, especialmente preocupante no caso dos corticoides, cujos efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores favorecem seu uso inadequado e aumentam o risco de complicações clínicas e econômicas. Este estudo teve como objetivo reunir e analisar a literatura recente sobre a automedicação com corticoides em adultos, identificando riscos clínicos, impactos econômicos e sociais, além de discutir implicações para políticas públicas e práticas educativas em saúde. Trata-se de uma revisão integrativa conduzida a partir de buscas nas bases PubMed, Embase, MEDLINE e LILACS, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025, em português ou inglês, disponíveis em acesso aberto e texto completo. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, cinco estudos compuseram a amostra final, abrangendo relatos de caso, estudos transversais, inquéritos populacionais e levantamentos de farmacovigilância. Os resultados evidenciaram associação entre a automedicação com corticoides e efeitos adversos como tinea incognito, atrofia cutânea, acne, hipopigmentação e glaucoma esteroide-induzido. Estudos transversais apontaram maior frequência de reações adversas e custos econômicos em usuários sem prescrição. Inquéritos populacionais revelaram prevalência elevada de uso em regiões como face e mãos, com alta taxa de efeitos indesejados autorrelatados. Durante a pandemia de COVID-19, observou-se aumento expressivo nas notificações de reações adversas. Conclui-se que a automedicação com corticoides representa um desafio clínico e social significativo, exigindo educação em saúde, fiscalização e acompanhamento profissional para mitigar seus riscos.
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