Prevalência de Sífilis em mulheres encarceradas em uma penitenciária estadual do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-059Keywords:
sífilis, saúde da mulher, saúde sexual, infecções sexualmente transmissíveis, penitenciáriaAbstract
A saúde prisional no Brasil enfrenta desafios históricos, especialmente entre mulheres. O sistema prisional favorece a propagação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), agravada por vulnerabilidades sociais, violência e limitado acesso à prevenção. A sífilis destaca-se pela alta prevalência, e a subnotificação dificulta seu controle, configurando um problema de saúde pública. Objetivos: identificar a prevalência de Sífilis, além do perfil epidemiológico de mulheres encarceradas no Paraná. Métodos: estudo transversal descritivo, a partir do prontuário de 121 pacientes. Foram coletados dados epidemiológicos, presença de comorbidades, medicações, vícios, paridade, contracepção, orientação sexual, ISTs, e adesão ao tratamento. A análise foi feita em Python, utilizando as bibliotecas NumPy, Pandas, Matplotlib e Seaborn. Resultados: a média de idade encontrada foi de 38,5 anos, sendo 46,3% da amostra composta por mulheres brancas. Quanto à escolaridade, 42,1% têm ensino fundamental incompleto ou não têm instrução. 38,8% das pacientes já contraíram pelo menos uma IST, sendo que a prevalência de Sífilis foi de 25,62%. A maioria (87,6%) se declarou heterossexual, entretanto a prevalência foi maior em bissexuais (54,4%), com p valor de 0,0312. Drogas ilícitas estiveram associadas ao aumento de 3,5 vezes na chance de contrair sífilis (IC95%: 1,45–8,46), com significância estatística (p=0,0041). Conclusão: a sífilis apresenta prevalência significativa em mulheres presas, relacionada à sua vulnerabilidade e presença de fatores de risco. O reconhecimento dessas informações é crucial para orientar intervenções direcionadas à prevenção e tratamento de ISTs dentro do sistema prisional.
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