Relação entre restaurações em amálgama e a ocorrência de trincas e fraturas em estruturas dentárias: revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-048Keywords:
amálgama dentário, fraturas dentárias, restauração dentária permanente, odontologia restauradora, materiais dentários, síndrome do dente trincadoAbstract
A relação entre restaurações em amálgama e a ocorrência de trincas e fraturas em estruturas dentárias tem sido alvo de investigação na odontologia contemporânea. O amálgama, apesar de sua durabilidade e resistência, pode gerar tensões internas devido ao seu caráter não adesivo e ao preparo cavitário mais invasivo, favorecendo a propagação de microtrincas. Analisar, por meio de revisão de literatura, a correlação entre o uso de restaurações em amálgama e a predisposição a trincas e fraturas em dentes restaurados. A literatura evidencia que, embora o amálgama seja eficiente em resistência mecânica e longevidade, ele não reforça a estrutura dental, exigindo preparos retentivos que fragilizam cúspides. Esse fator, aliado a forças mastigatórias, pode contribuir para falhas estruturais como fissuras e fraturas coronárias. Diretrizes clínicas atuais recomendam que a substituição de restaurações em amálgama seja realizada apenas quando há sinais clínicos objetivos, evitando remoções profiláticas desnecessárias. Além disso, técnicas adesivas e materiais modernos, como resinas compostas e cerâmicas, têm sido indicados em situações de maior comprometimento estrutural por promoverem reforço dental e abordagens minimamente invasivas. Restaurações em amálgama estão associadas a risco aumentado de trincas e fraturas quando comparadas a materiais adesivos, porém sua contribuição não deve ser interpretada como fator isolado. A decisão clínica deve considerar a integridade estrutural do dente, os sinais clínicos e as necessidades individuais do paciente.
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