A desigualdade socioeconômica entre os estados brasileiros e o tempo de espera por tratamento de câncer de mama no sistema único de saúde (SUS)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-046Keywords:
carcinoma ductal, carcinoma lobular, estudo populacional, legislação brasileira, GLMAbstract
O câncer de mama é o que mais mata mulheres por todo o Brasil, levando à aprovação da lei dos 60 dias, que assegura tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com menos de 60 dias a partir do diagnóstico. O objetivo deste estudo é avaliar a relação do desenvolvimento econômico entre os estados brasileiros e a eficiência em diagnosticar e garantir do cumprimento da lei dos 60 dias. Foram levantados dados de incidência de câncer de mama e do tempo de espera pelo tratamento no SUS, além de dados de IDH Renda, IDH Longevidade, IDH Educação, número de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), renda per capta, tamanho populacional e área total de todos os estados brasileiros. Os dados foram analisados por meio de análise de Modelos Lineares Generalizados, que indicou que os fatores com maior efeito estimado de correlação foram: quantidade de UBSs/km2, seguido do IDH Renda e do tamanho populacional de cada estado. Além disso, foi identificado um aumento na eficácia dos diagnósticos em relação ao IDH estadual a partir de 2018, possivelmente efeito da expansão das ações de rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil, principalmente após a aprovação da Lei nº 13.733/2018, que oficializou a campanha Outubro Rosa como política pública nacional. Assim, investir em estratégias de rastreamento estruturado e ampliar a cobertura da atenção primária são fatores cruciais para assegurar o diagnóstico eficiente e a consequente melhoria dos indicadores de cura dos pacientes acometidos pelo câncer de mama.
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