Mapeamento de bactérias e seu perfil de sensibilidade em uti de um hospital da região norte de Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n6-040Keywords:
microrganismos, IRAS, resistência bacteriana, UTI, sensibilidade antimicrobianaAbstract
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são um dos principais problemas em ambientes hospitalares, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e acarreta em elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Um agravante para o controle das IRAS é que cada hospital possui uma microbiota própria, determinada por fatores como perfil dos pacientes, condições geográficas e processos de higienização adotados. Assim, conhecer os microrganismos presentes nas UTIs e entender a disseminação dos mesmos é fundamental para implementar medidas de controle efetivas. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi mapear os microrganismos presentes nas superfícies em UTIs de um hospital da região norte de Santa Catarina e avaliar seus perfis de sensibilidade aos antimicrobianos. O local de estudo é compost por 3 UTIs e sala de descanço, dos quais 49 pontos foram selecionados para avaliação. As amostras foram coletadas com swab e incouladas em Ágar Sangue e Ágar MacConkey e identificada por métodos bioquímicos e seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos foi determinado. 30 espécies diferentes foram identificadas, com predominância de cocos Gram-positivos, ressaltando Staphylococcus, Enterococcus e Micrococcus, além de bacilos Gram-negativos como Burkholderia cepacia complex, Stenotrophomonas maltophilia, Serratia marcescens, Acinetobacter lwoffii e Providencia rustigianii. Dos 49 pontos coletados houve crescimento e em 30, destacando locais distantes dos pacientes como teclado de computador, maçanetas e portas, o que sugere que o cuidado com a disseminação de microrganismos dentro da UTI diminui com a distância do leito do paciente. Entre os locais com elevada carga microbiana destacasse o frasco de armazenamento de dieta enteral apresentou a maior carga microbiana, o qual devido a sua característica de ser levado para próximo ao leito e representa um risco evidente para o desenvolvimento de IRAs. A análise do perfil de sensibilidade revelou microrganismos multirresistentes, indicando alto risco para infecções nosocomiais. Esses dados reforçam a importância do monitoramento microbiológico contínuo, da adoção de medidas rigorosas de biossegurança e do uso racional de antimicrobianos no ambiente hospitalar.
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