Dermatite Atópica: Fisiopatologia, diagnóstico, manejo terapêutico e perspectivas futuras

Authors

  • Myrian de Andrade Ferreira
  • Bárbara Araújo de Figueiredo Toledo
  • Bruno Pereira Barroso
  • Gabriella Mourão Cerqueira Figueiredo
  • Júlia Guimarães Antunes Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-312

Keywords:

dermatite atópica, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica e recorrente da pele, caracterizada por prurido intenso, ressecamento e lesões eczematosas que afetam significativamente a qualidade de vida. Trata-se de uma condição multifatorial, resultante da interação entre predisposição genética, alterações da barreira cutânea, desequilíbrios imunológicos e fatores ambientais. A deficiência de proteínas estruturais, como a filagrina, e a redução de lipídios epidérmicos tornam a pele mais permeável a alérgenos, irritantes e microrganismos. Essa disfunção cutânea promove ativação imunológica desregulada, com predomínio de células T auxiliares do tipo 2 e liberação de citocinas inflamatórias perpetuando o ciclo de prurido e inflamação. Assim, a fisiopatologia da doença reflete a complexa interação entre barreira cutânea comprometida e resposta imune exacerbada, resultando em manifestações clínicas persistentes e de difícil manejo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em histórico de prurido crônico, padrão e localização das lesões, além de antecedentes pessoais ou familiares de atopia. Instrumentos padronizados, como SCORAD e EASI, auxiliam na avaliação da gravidade, permitindo orientar o tratamento de forma estruturada. É fundamental investigar comorbidades associadas, incluindo asma, rinite alérgica, infecções cutâneas recorrentes e alterações psicossociais, que podem agravar a doença. Em casos atípicos, exames laboratoriais e biópsias podem ser indicados para exclusão de outras dermatoses ou confirmação diagnóstica. O tratamento objetiva restaurar a barreira cutânea, controlar a inflamação e reduzir o prurido. O uso regular de hidratantes e emolientes constitui a base terapêutica, prevenindo crises e mantendo a pele saudável. Corticosteroides tópicos permanecem como padrão-ouro nas exacerbações, enquanto inibidores da calcineurina e PDE4 são alternativas seguras. A prevenção envolve hidratação precoce em indivíduos de risco e controle ambiental de fatores desencadeantes. Pesquisas futuras focam em terapias personalizadas, biomarcadores e modulação da microbiota cutânea, visando manejo individualizado, eficaz e capaz de melhorar de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes.

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Published

10/31/2025

How to Cite

FERREIRA, M. de A.; TOLEDO, B. A. de F.; BARROSO, B. P.; FIGUEIREDO, G. M. C.; RODRIGUES, J. G. A. Dermatite Atópica: Fisiopatologia, diagnóstico, manejo terapêutico e perspectivas futuras. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e83272, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-312. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/83272. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers