Correlação entre resultados anatomopatológicos de colecistite aguda com critérios diagnósticos e achados intraoperatórios

Authors

  • Flávia Germano de Carvalho de Sá Flórido
  • Luiza Correia Rauta
  • Carlos Roberto Naufel Junior

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-310

Keywords:

vesícula biliar, litíase, colecistite aguda, diagnóstico, colecistectomia

Abstract

Introdução: A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar e é uma doença multifatorial, tem sua suspeita quando o indivíduo apresenta um quadro de dor em quadrante superior direito do abdômen por mais de 6 horas, podendo ser associada a náuseas ou vômitos. Os critérios de Tóquio para diagnóstico, classificação e manejo da colecistite aguda vêm sendo amplamente utilizados no mundo e sua última publicação, em 2018, reforçou esse cenário. Fazem parte dos guidelines para o diagnóstico o exame físico, buscando sinais de inflamação local (A), exames laboratoriais, buscando sinais de inflamação sistêmicos (B), e exames de imagem (C). O diagnóstico definitivo necessita de um item A e um item em B+C. Objetivo: Identificar a relação entre os resultados anatomopatológicos da vesícula biliar com os critérios diagnósticos pré-operatórios da colecistite aguda. Avaliar, de acordo com os resultados do anatomopatológicos, os achados intraoperatórios de todos os pacientes submetidos à colecistectomia durante dois anos em um Hospital Universitário em Curitiba. Metodologia: Foram analisados 825 prontuários de todos os pacientes submetidos à colecistectomia entre janeiro de 2019 e janeiro de 2021 no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, incluindo todos os sexos e todas as faixas etárias, por meio de um estudo retrospectivo após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Foram coletados os dados de presença de dor em quadrante superior direito, sinal de Murphy positivo, náuseas e vômitos, febre, espessamento da vesícula biliar, líquido perivesicular, litíase biliar, leucócitos, bastonetes, PCR, achados intraoperatórios e anatomopatológicos. Conclusão: A presença do sinal de Murphy positivo deve ser considerada para diagnóstico da colecistite aguda somente quando associada à dor e/ou defesa em quadrante superior direito. O aparecimento de febre deve ser avaliado com a ocorrência de outros sintomas. As variáveis dos CT18, que podem ser isoladamente avaliadas, são a elevação do número de leucócitos e Proteína C Reativa. O exame de imagem mais realizado na suspeita da doença em nossos pacientes foi a ultrassonografia, e seus achados mais prevalentes, que se enquadram nos CT18, foram parede espessada, litíase e líquido perivesicular. Em relação aos achados intraoperatórios dos pacientes classificados em colecistite aguda pelo anatomopatológico, os mais comuns foram espessamento de parede, litíase e aderências.

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Published

10/30/2025

How to Cite

FLÓRIDO, F. G. de C. de S.; RAUTA, L. C.; JUNIOR, C. R. N. Correlação entre resultados anatomopatológicos de colecistite aguda com critérios diagnósticos e achados intraoperatórios. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e83250, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-310. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/83250. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers