Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à colecistectomia em um hospital terciário de Curitiba
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-309Keywords:
colelitíase, colecistectomia, colecistite aguda, perfil epidemiológico, prevalênciaAbstract
Introdução: A colelitíase é definida pela presença de cálculos na vesícula biliar e uma de suas principais complicações é a colecistite aguda. Ambas constituem afecções prevalentes chegando a acometer cerca de 10% da população mundial. Estas patologias possuem resolução cirúrgica, sendo a colecistectomia considerada seu tratamento definitivo. Diversos são os fatores de risco associados a formação de cálculos no interior da vesícula, por exemplo, a prevalência aumenta com a idade, sexo feminino, índice de massa corporal e está associada a outras condições decorrendo de uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a colecistectomia no Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Evangélico Mackenzie entre o período de janeiro de 2019 a janeiro de 2021. Metodologia: Trata-se de estudo retrospectivo, realizado a partir da revisão de prontuários dos pacientes submetidos a colecistectomia no período destacado, tanto por colelitíase quanto colecistite aguda, totalizando 825 casos. As variáveis analisadas foram: Idade; Sexo; Índice de Massa Corporal; Presença de comorbidades; Condições e Hábitos de Vida; Tempo de Diagnóstico; Via de Acesso Cirúrgico, Tempo de Internamento e necessidade de Unidade de Terapia Intensiva. Os resultados foram alocados em planilha Excel e comparados por análise descritiva qualitativa, tabelas de frequência e tabelas cruzadas. Resultados: Na amostra o sexo feminino predominou com 73,2% dos casos, a faixa etária mais prevalente foi entre 41 e 50 anos, com média de idade de 47,78 anos. A comorbidade mais prevalente foi a hipertensão arterial seguida por diabetes mellitus tipo 2 com 34% e 13,5% respectivamente. O índice de massa corporal médio foi de 27,8 Kg/m2 e 27% da amostra apresentavam algum grau de obesidade. Em relação aos hábitos de vida, 25,3% referiram tabagismo e 6,4% relataram etilismo. O tempo médio do diagnóstico de colelitíase até o procedimento cirúrgico foi de 128,5 dias, enquanto o tempo de internamento médio foi de 3,26 dias. Na amostra, a taxa de internamento em unidade de terapia intensiva foi de 4,9%.
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