Tromboembolismo Pulmonar: atualizações na fisiopatologia, diagnóstico e manejo terapêutico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-302Keywords:
Tromboembolismo Pulmonar, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição cardiovascular aguda de elevada morbimortalidade, caracterizada pela obstrução parcial ou total da artéria pulmonar ou de seus ramos por trombos que geralmente se originam no sistema venoso profundo. A compreensão atual da fisiopatologia destaca não apenas a migração do trombo, mas também as consequências hemodinâmicas, respiratórias e inflamatórias, que podem levar ao comprometimento do ventrículo direito, ao aumento da pressão pulmonar e ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca aguda. Fatores de risco adquiridos, como imobilização prolongada, cirurgias, neoplasias, uso de contraceptivos hormonais e infecções, além de predisposições genéticas, desempenham papel importante na formação do trombo e na progressão da doença. O diagnóstico de TEP envolve a integração de avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e técnicas de imagem avançadas. A angiotomografia pulmonar é considerada o padrão-ouro, sendo complementada por ecocardiografia para avaliar a função do ventrículo direito e por ultrassonografia de membros inferiores para identificar tromboses concomitantes. Estratificações de risco modernas permitem classificar os pacientes em categorias de baixo, intermediário e alto risco, orientando decisões terapêuticas de maneira individualizada. O manejo terapêutico inclui anticoagulação sistêmica, trombólise, intervenções endovasculares e suporte hemodinâmico, com a escolha da abordagem guiada pela gravidade clínica e pela estratificação de risco. Paralelamente, medidas preventivas, como profilaxia farmacológica e mecânica, são fundamentais para reduzir a recorrência e a mortalidade associada. Dessa forma, o TEP exige uma abordagem multidisciplinar integrada, que combine diagnóstico precoce, avaliação de risco precisa e terapias personalizadas. A evolução no entendimento da fisiopatologia, das ferramentas diagnósticas e das opções terapêuticas contribui significativamente para a melhora do prognóstico e redução das complicações, tornando a abordagem clínica mais eficiente e segura, impactando positivamente a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
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