Adultização precoce e percepção social: desafios para famílias, escolas, pediatria e políticas públicas no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-264Keywords:
adultização, percepção social, infância, adolescência, políticas públicasAbstract
A adultização precoce caracteriza-se pela exposição de crianças e adolescentes a papeis, códigos e práticas próprias da vida adulta antes de sua maturação biológica, psicológica e social. Embora o fenômeno esteja presente em diferentes épocas históricas, no século XXI assume formas sutis e naturalizadas, relacionadas à erotização midiática, à hiperexposição digital e à antecipação de responsabilidades emocionais e estéticas. Este artigo realiza uma revisão narrativa crítica sobre como diferentes atores (família, escola, sociedade, academia médica e políticas públicas ) percebem ou omitem o fenômeno da adultização no Brasil contemporâneo. Foram analisadas fontes científicas, relatórios de organismos internacionais (WHO, UNICEF, UNESCO, OECD) e documentos nacionais (SBP, MEC, Ministério da Saúde, Câmara dos Deputados). Conclui-se que a percepção social permanece fragmentada, oscilando entre negação, normalização e enfrentamento parcial, o que limita a efetividade das políticas preventivas. A pediatria é destacada como campo estratégico para articular saúde, educação e políticas públicas na mitigação do problema.
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