Impacto das desigualdades sociodemográficas nas internações por doença diverticular intestinal no Brasil: um estudo ecológico (2013 a 2024)

Authors

  • Thauana Lorenção de Mendonça
  • Gabriel Jacinto Teixeira
  • Mariana de Araújo Sá
  • Tereza Cristina Lobato Silva
  • Karen Cristiane Pereira de Morais

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-237

Keywords:

doenças diverticulares, fatores sociodemográficos, hospitalização, dinâmica populacional, epidemiologia

Abstract

Objetivo: Analisar o impacto das desigualdades sociodemográficas nas internações hospitalares por doença diverticular intestinal no Brasil, no período de 2013 a 2024, identificando padrões espaciais e temporais que possam contribuir para políticas públicas mais equitativas. Métodos: Estudo ecológico analítico utilizando dados secundários públicos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/DATASUS). Foram incluídas internações com diagnóstico principal CID-10 K57 entre janeiro de 2013 e dezembro de 2024. As variáveis analisadas abrangeram número e proporção de internações por região, faixa etária, raça/cor da pele, modalidade de internação (eletiva ou urgência), tempo médio de permanência hospitalar, óbitos e custos hospitalares totais. A associação entre índice de envelhecimento populacional e número de internações por região foi avaliada por coeficiente de correlação de Pearson. Foram aplicados testes para avaliação das tendências temporais e cálculo de intervalos de confiança (95%) para taxas de mortalidade e custos. Análises realizadas no software R (v.4.5.1). Resultados: Foram contabilizadas 107.039 internações por doença diverticular intestinal no Brasil, com aumento anual de cerca de 2214% entre 2013 e 2024 (de 536 para 12.406 internações/ano). A faixa etária mais acometida foi de 60 a 69 anos (24,7%). As regiões Sudeste e Sul concentraram 78,09% dos casos, com índice de envelhecimento populacional mais elevado nessas regiões. Observou-se forte correlação positiva entre o índice de envelhecimento e o número de internações por região (r = 0,77), embora sem significância estatística (p = 0,13). A taxa de mortalidade específica nacional em 2022 foi de 0,28 por 100.000 habitantes (IC 95%: 0,26–0,30), sendo maior nas regiões Sudeste (0,45) e Centro-Oeste (0,36). Internações em caráter urgente correspondiam a 89,2% do total, com taxa de mortalidade de 7,16% (IC 95%: 6,98–7,34), significativamente superior à taxa de internações eletivas (3,3%, IC 95%: 3,02–3,58). O custo total das internações acumulou-se em aproximadamente R$194,7 milhões no período. Conclusão: O envelhecimento populacional e as desigualdades regionais influenciam significativamente as internações por doença diverticular intestinal no Brasil, com predomínio das internações emergenciais e elevada mortalidade associada. Os dados ressaltam a urgente necessidade de políticas públicas voltadas para diagnóstico precoce, manejo ambulatorial eficaz e redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde, especialmente para população idosa.

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Published

10/20/2025

How to Cite

MENDONÇA, T. L. de; TEIXEIRA, G. J.; SÁ, M. de A.; SILVA, T. C. L.; MORAIS, K. C. P. de. Impacto das desigualdades sociodemográficas nas internações por doença diverticular intestinal no Brasil: um estudo ecológico (2013 a 2024). Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e82950, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-237. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/82950. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers