Atenção pré-natal e determinantes sociais da saúde em prematuros tardios: um estudo retrospectivo em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal na Paraíba
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-210Keywords:
atenção primária à saúde, saúde materno-infantil, recém-nascido prematuro, cuidado pré-natal, determinantes sociais da saúdeAbstract
Introdução: A prematuridade, especialmente a tardia, representa um desafio crescente para a saúde pública. A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do sistema de saúde e exerce papel estratégico na detecção precoce de fatores de risco gestacionais, no acompanhamento contínuo e na redução de desigualdades em saúde. Objetivo: Analisar a relação entre atenção pré-natal, determinantes sociais e desfechos neonatais em prematuros tardios (RNPT-T) internados em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) na Paraíba, ressaltando o papel da APS. Métodos: Estudo retrospectivo e transversal com 322 neonatos internados na UTIN do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), Campina Grande-PB, em 2016. Resultados: Os RNPT-T representaram 23,5% das admissões. Apenas 44,4% das gestantes realizaram pré-natal adequado; a infecção urinária foi a principal intercorrência. Fatores como baixa escolaridade materna e procedência rural associaram-se à inadequação do pré-natal. Conclusão: A APS, quando fortalecida, pode reduzir significativamente a morbimortalidade neonatal, atuando sobre determinantes sociais da saúde e qualificando o cuidado materno-infantil.
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