Perfil Epidemiológico de internações por Tireotoxicose no período de 2012 a 2022 no Brasil

Authors

  • Carlos Eduardo Gasparetto
  • Carla Cristani
  • Monique Fonini Trevisan
  • Amanda Jardim Simon
  • Fernanda Friedrich Press
  • Jéssica Kirjner
  • Rafaela Zell
  • Matheus Decker Fauri
  • Eduardo Walker Zettler

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-133

Keywords:

tireotoxicose, perfil epidemiológico dos grupos étnicos, Tireoide

Abstract

Introdução: A tireotoxicose é uma síndrome clínica causada pelo excesso de hormônios tireoidianos circulantes. Trata-se de uma emergência médica, com uma gama de sintomas. Sua incidência aumenta com a idade e é mais frequente em populações caucasianas e regiões com deficiência de iodo. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico das internações por tireotoxicose no Brasil entre 2012 e 2022. Metodologia: Estudo transversal descritivo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Resultado e Discussão: Ao analisar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), no Brasil, somando os anos de 2012, 2017 e 2022, identificou-se um total de 1283 internações por Tireotoxicose na população em geral. Os casos diferem quanto à autodeclaração de cor e regiões observadas. Autodeclarados pardos despontam como a população de maior prevalência, com 114 (8,9%) casos em 2012, 178 (13,8%) em 2017 e 262 (20%) em 2022, totalizando 554 (43%) dos casos nos 3 anos citados. O Sudeste é a região do Brasil com mais casos nos 3 grupos citados, somando ao todo 781 casos (60,8%). Conclusão: A análise dos dados citados revela uma ampla distribuição das hospitalizações por grupos étnicos e regiões geográficas. Os pardos foram os mais afetados pela doença, achado que condiz com as autodeclarações de cor do território brasileiro. A região Sudeste do país mostrou-se como a mais afetada, região na qual 50% é autodeclarada branca.

References

BRAVERMAN, L. E.; COOPER, D. S. Werner & Ingbar’s The Thyroid: A Fundamental and Clinical Text. 10. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2013.

BREHM, M.; SCHNEIDER, C.; PASCHKE, R. Epidemiology of toxic multinodular goitre. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 33, n. 4, p. 101270, 2019.

BURCH, H. B.; WARTOFSKY, L. Life-threatening thyrotoxicosis. Endocrinology and Metabolism Clinics of North America, v. 22, n. 2, p. 263–277, 1993.

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS – DATASUS. Brasília: MS, 2022.

CHEN, W. et al. Thyrotoxic storm: an updated review. Endocrinology and Metabolism, v. 34,

n. 1, p. 29–40, 2019.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PNAD Contínua 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.

KLEIN, I.; OJAMAA, K. Thyroid hormone and the cardiovascular system. The New England Journal of Medicine, v. 344, n. 7, p. 501–509, 2001.

ROSS, D. S. et al. 2016 American Thyroid Association Guidelines for Diagnosis and Management of Hyperthyroidism and Other Causes of Thyrotoxicosis. Thyroid, v. 26, n. 10,

p. 1343–1421, 2016.

SMITH, T. J.; HOPKINS, R. Graves’ Disease. The New England Journal of Medicine, v. 376,

n. 2, p. 184–185, 2017.

VANDERPUMP, M. P. Epidemiology of thyroid disorders. Thyroid International, v. 2, p. 1–11, 2011.

Published

09/29/2025

How to Cite

GASPARETTO, C. E.; CRISTANI, C.; TREVISAN, M. F.; SIMON, A. J.; PRESS, F. F.; KIRJNER, J.; ZELL, R.; FAURI, M. D.; ZETTLER, E. W. Perfil Epidemiológico de internações por Tireotoxicose no período de 2012 a 2022 no Brasil. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e82468, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-133. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/82468. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers