Perfil Epidemiológico de internações por Tireotoxicose no período de 2012 a 2022 no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-133Keywords:
tireotoxicose, perfil epidemiológico dos grupos étnicos, TireoideAbstract
Introdução: A tireotoxicose é uma síndrome clínica causada pelo excesso de hormônios tireoidianos circulantes. Trata-se de uma emergência médica, com uma gama de sintomas. Sua incidência aumenta com a idade e é mais frequente em populações caucasianas e regiões com deficiência de iodo. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico das internações por tireotoxicose no Brasil entre 2012 e 2022. Metodologia: Estudo transversal descritivo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Resultado e Discussão: Ao analisar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), no Brasil, somando os anos de 2012, 2017 e 2022, identificou-se um total de 1283 internações por Tireotoxicose na população em geral. Os casos diferem quanto à autodeclaração de cor e regiões observadas. Autodeclarados pardos despontam como a população de maior prevalência, com 114 (8,9%) casos em 2012, 178 (13,8%) em 2017 e 262 (20%) em 2022, totalizando 554 (43%) dos casos nos 3 anos citados. O Sudeste é a região do Brasil com mais casos nos 3 grupos citados, somando ao todo 781 casos (60,8%). Conclusão: A análise dos dados citados revela uma ampla distribuição das hospitalizações por grupos étnicos e regiões geográficas. Os pardos foram os mais afetados pela doença, achado que condiz com as autodeclarações de cor do território brasileiro. A região Sudeste do país mostrou-se como a mais afetada, região na qual 50% é autodeclarada branca.
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