Fatores de risco para evolução desfavorável após cirurgia de Blalock-Taussig modificada

Authors

  • Lucas Neves Solon Petrola
  • Acrisio Sales Valente
  • Maria Isabel Pinheiro Nogueira
  • Caique Cavalcante de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-132

Keywords:

cardiopatia congênita, Blalock-Taussig modificada, reoperacão, hipofluxo pulmonar, cardiopatia cianótica

Abstract

A cirurgia de Blalock-Taussig foi introduzida em 1947 por Alfred Blalock e Helen Taussig, com o objetivo de facilitar o fluxo sanguíneo pulmonar em crianças nascidas com doenças cardíacas cianóticas e hipofluxo pulmonar. Inicialmente a operação se baseava na anastomose da artéria subclávia com a artéria pulmonar ipsilateral. Atualmente, a forma modificada do shunt de Blalock-Taussig é a mais realizada, e foi a analisada neste estudo. Nessa variante, é  utilizada uma prótese tubular de politetrafluoroetileno (PTFE) para fazer a ligação entre a artéria subclávia e a artéria pulmonar. A cirurgia de Blalock-Taussig modificada é, ainda hoje, muito realizada em situações de emergência para crianças com crise de hipóxia ou quando não é possível realizar a correção definitiva do defeito cardíaco de imediato. O objetivo do estudo foi analisar os  desfechos pós-cirúrgicos considerados desfavoráveis como intubação orotraqueal prolongada, internação prolongada em UTI e óbito,  com correlação entre grupos distribuídos por gênero, idade, peso, diâmetro da prótese,  fisiologia uni ou biventricular e cardiopatia. Comparação entre  grupos com uso ou não de circulação extra-corpórea (CEC)  também foi realizada. Trata-se de um estudo longitudinal, retrospectivo, descritivo, quantitativo, constituído de 43 pacientes que foram submetidos à cirurgia de Blalock-Taussig modificado no Hospital do Coração de Messejana no período de 2011 a 2018. Para a análise dos dados estatísticos foi utilizado o software SPSS, v23, IBM, Inc. Foram considerados significativos valores de p inferiores a 0,05. Dos pacientes que preenchiam os critérios de inclusão, 23 eram do sexo masculino (53,4%) e 20 do sexo feminino. A tetralogia de Fallot e atresia pulmonar foram as cardiopatias predominantes. A maioria dos pacientes (79%) realizou o procedimento cirúrgico após 28 dias de vida. Pacientes com cardiopatia biventricular representaram 81% dos pacientes. A utilização de CEC foi realizada em 11 pacientes. Com relação ao tempo de intubação orotraqueal (IOT) após a cirurgia, 24 (61,5%) permaneceram intubados por mais de 72h.  O shunt mais utilizado foi o de 5mm (46%). Foi verificado que os pacientes que permaneceram por mais de 7 dias na unidade de terapia intensiva UTI (46%), 15 tinham o peso acima de 4kg, 20 pacientes eram portadores de cardiopatia biventricular, e 18 não realizaram CEC durante o procedimento. A taxa de reoperação encontrada foi em torno de 12%. A reoperação foi mais prevalente em pacientes que apresentavam cardiopatia biventricular (10%). A mortalidade pós-operatória foi de 4,6%. Não foi encontrada significância estatística na correlação entre grupos.

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Published

09/29/2025

How to Cite

PETROLA, L. N. S.; VALENTE, A. S.; NOGUEIRA, M. I. P.; OLIVEIRA, C. C. de. Fatores de risco para evolução desfavorável após cirurgia de Blalock-Taussig modificada. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e82465, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-132. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/82465. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers