Avaliação da distância côndilo-cápsula articular por ultrassonografia em pacientes saudáveis e com disfunção temporomandibular: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-107Keywords:
côndilo-cápsula articular, ultrassonografia, disfunção temporomandibularAbstract
Introdução: A articulação temporomandibular (ATM) está frequentemente envolvida em disfunções que afetam a função mastigatória, a biomecânica mandibular e a qualidade de vida dos pacientes. A literatura cita a medida da distância entre o côndilo mandibular e a cápsula articular como um parâmetro relevante para a detecção de alterações intra-articulares, em especial na sinovite e derrame articular. A ressonância magnética (RM) é o exame de imagem mais utilizado para avaliar os tecidos moles da ATM, embora a ultrassonografia (US) venha ganhando destaque por ser um método acessível, não invasivo e de baixo custo. Objetivo: Avaliar a distância cápsula côndilo em indivíduos saudáveis e com Disfunção Temporomandibular (DTM). Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática que segue os itens do PRISMA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e BVS, utilizando os termos: ("Temporomandibular disorder" OR "TMJ disorder" OR "DTM") AND ("Ultrasound" OR "Ultrasonography" OR "USG") AND ("Condyle" OR "Condylar distance" OR "Condyle-capsule distance" OR "Joint space"). Foram identificados 33 artigos inicialmente, dos quais 11 foram selecionados após aplicação dos critérios de elegibilidade. Dois revisores independentes realizaram a triagem de títulos e resumos, seguida da leitura completa dos artigos para seleção final. Resultados: A distância cápsula côndilo em indivíduos saudáveis variou de 1,65mm a 2,4mm, enquanto em portadores de DTM os valores variaram de 1,04mm a 3,6mm, com valores superiores a 2,0-3,0mm sendo considerados indicativos de alterações patológicas. Conclusão: Indivíduos com DTM apresentaram maior espaço articular e menor amplitude de abertura bucal, indicando que a ultrassonografia pode ter papel relevante na avaliação funcional das DTM, sobretudo em abordagens dinâmicas. Articulações temporomandibulares disfuncionais têm maior afastamento entre o côndilo mandibular e a cápsula articular do que articulações temporomandibulares normais – embora a Ressonância Magnética permaneça o padrão-ouro para visualização direta dos tecidos moles (disco articular e líquido sinovial). O ultrassom, por sua vez, provou ser uma ferramenta valiosa e não invasiva para mensurar indiretamente a distensão capsular, e auxilia no acompanhamento da evolução clínica das DTMs.
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