Perfil clínico e epidemiológico de óbitos por fraturas da coluna e pelve em Minas Gerais (2015–2024)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-103Keywords:
fraturas da coluna, pelve, mortalidade, urgência, epidemiologiaAbstract
Considerando o impacto das fraturas da coluna e pelve na morbimortalidade da população, especialmente em indivíduos idosos, torna-se relevante compreender os fatores clínicos e epidemiológicos associados aos óbitos decorrentes dessas condições. Objetivou-se analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes que evoluíram a óbito em decorrência de fraturas da coluna cervical, torácica, lombar e pelve em Minas Gerais, no período de 2015 a 2024. Para tanto, procedeu-se a um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, realizado a partir da coleta de dados no Sistema de Informações Hospitalares do SUS/DATASUS, incluindo todos os registros de óbitos nesse intervalo temporal. Desse modo, observou-se um total de 24.162 internações, das quais 480 resultaram em óbito, com média anual de 48 mortes e taxa de mortalidade de 0,31/100.000 habitantes. A maioria dos óbitos ocorreu entre homens (75,0%), idosos de 70 a 79 anos (19,4%) e indivíduos pardos (60,8%). Além disso, 95,6% dos casos ocorreram em atendimentos de urgência, com custo hospitalar superior a R$ 61 milhões, concentrando-se principalmente em Belo Horizonte (29,2%). Esses achados permitem concluir que há maior vulnerabilidade entre homens idosos e pardos, com predominância de atendimentos de urgência e concentração em grandes centros, ressaltando a necessidade de estratégias preventivas e fortalecimento da rede de urgência e emergência.
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