O impacto da seletividade alimentar na avaliação nutricional em crianças e adolescentes praticantes de ginastica rítmica no municipio de Iconha - ES
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-096Keywords:
seletividade alimentar, crianças, adolescentes, ginástica rítmicaAbstract
A seletividade alimentar é um comportamento no qual uma pessoa mostra preferência por determinados alimentos e relutância ou recusa em consumir outros. A prevalência da dificuldade alimentar no Brasil pode variar de acordo com diferentes fatores, como por exemplo: a idade da população estudada, o tipo de avaliação utilizado para o estudo, os aspectos culturais da população estudada, como também os fatores socioeconômicos. O objetivo desse estudo foi avaliar o quanto a seletividade alimentar pode interferir no estado nutricional de crianças e adolescentes praticantes de ginástica rítmica. O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa do centro universitário salesiano e participaram da pesquisa todas as crianças e adolescentes que os responsáveis assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e qualitativo, no qual foram avaliadas 57 crianças e adolescentes, entre 3 e 13 anos, praticantes de ginástica rítmica em uma academia particular na cidade de Iconha-ES. Os dados antropométricos foram coletados e classificados de acordo com o sistema de vigilância alimentar e nutricional (SISVAN). A avaliação dos hábitos alimentares revelou-se essencial, abrangendo tanto os aspectos relacionados à introdução alimentar quanto os fatores que podem evidenciar questões de seletividade alimentar. Os resultados demostraram que as crianças, em relação ao índice P/I, 87,8% (n=36) apresentavam-se com peso adequado para a idade. As adolescentes, 87,5% (n=14) apresentaram Eutrofia em relação ao marcador IMC/I. Já em relação a E/I, constatou-se que 100% das crianças e das adolescentes encontram-se com a estatura adequada para a idade. Observou-se que as mães receberam orientações adequadas sobre amamentação e introdução alimentar, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. A aplicação da ferramenta IFMeD indicou que crianças e adolescentes, em geral, não apresentam seletividade alimentar, embora algumas características relacionadas a esse quadro estejam presentes. Os hábitos alimentares observados alinham-se ao Guia Alimentar para a População Brasileira, com destaque para refeições em família e o incentivo ao consumo de saladas e legumes. Contudo, há necessidade de mais estudos sobre seletividade alimentar em crianças e adolescentes sem condições clínicas associadas, além do desenvolvimento de ferramentas diagnósticas validadas para esse público.
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